A importância da empatia para a sua carreira Jul 13, 2021 Provavelmente já ouviu falar ou já fez parte de novos modelos de operações digitais que assentam na eliminação de silos e na construção das famosas equipas multidisciplinares, colaborativas e autónomas que se dedicam a criar soluções integrais para os problemas dos consumidores ou desafios das empresas. Na verdade, estas equipas são o segredo da agilidade e qualidade dos produtos digitais, pois juntam profissionais de diferentes áreas para resolverem problemas à medida que ocorrem. Saber mais
Mulheres em Portugal na década de 1950 Mar 08, 2023 No meio do que veio a ser a ditadura mais longa da Europa (41 anos), e enquanto muitos países se adaptavam à nova década sentindo ainda o impacto do fim da Segunda Guerra Mundial anos antes, Portugal não! Desde 1933 tudo se mantinha da mesma maneira. Saber mais
Experiência na Web Summit Nov 09, 2022 A semana passada na Web Summit em Lisboa foi caótica com mais de 70 000 participantes, mas, apesar disso, uma experiência incrível. Foi a minha segunda oportunidade para usar o crachá da CI&T neste evento. Tal como antes, estava cheio de inspiração e motivos de reflexão. Saber mais
Porque é que os projetos de ciência de dados são bem sucedidos Dez 22, 2022 O crescimento das operações digitais das empresas supera consistentemente o das operações tradicionais. De forma a permitir esse crescimento, a compreensão do mercado online, a antecipação das necessidades dos clientes e a rápida adaptação às tendências do mercado tornaram-se uma realidade apenas possível através de soluções centradas em dados. Saber mais
2021 - O ano da revolução digital reconhecer os desafios e as oportunidades em tempos de rápidas mudanças Jan 01, 2021 | min read Transformação DigitalInovação By CI&T Bob Wolheim, o nosso CSO, entrevistou recentemente Sérgio Vezza, Vice-Presidente da BEES, a startup fruto de parceria entre a Ambev e a AB InBev, proprietárias de marcas como Budweiser e Stella Artois. No centro da conversa esteve a expansão da BEES, mas acima de tudo discutiram as possíveis soluções das empresas para sobreviverem nestes tempos sem precedentes.Hoje mais que nunca, é necessário reagir de imediato — e reagir significa transformar. Transformar, por sua vez, implica fazer mudanças, principalmente no raciocínio estratégico e nos modelos de liderança.Vivemos tempos difíceis e excecionais. Para se manterem em campo, as organizações tradicionais têm que passar por uma transformação de sustentabilidade, com novas filosofias de conceção, desenvolvimento e aperfeiçoamento de produtos, experiências e plataformas digitais, mas também reformular os seus sistemas de gestão. Os novos sistemas de gestão serão a ponte entre a estratégia e a forma como esta é executada diariamente pela sua equipa.O sucesso da AB InBev está assente na qualidade da sua vasta oferta de produtos, produtividade, distribuição de fornecedores e muito mais. Porém, a própria AB InBev reconhece que tudo isto não é suficiente para ultrapassar a concorrência, principalmente na atual conjuntura. Tecnologia Disruptiva Uma “tecnologia disruptiva”, expressão introduzida por Clayton M. Christensen, professor em Harvard, é qualquer produto ou serviço que dê origem a um novo mercado e desestabilize a concorrência dominante. É geralmente algo mais simples e económico do que a oferta concorrente no mercado, ou então consegue adaptar-se a novos públicos que anteriormente não tinham acesso ao mercado. Geralmente, começa com uma oferta voltada para um público mais reduzido que acaba por conquistar o segmento inteiro.A pandemia obrigou-nos a muitas mudanças às quais temos invariavelmente que nos adaptar. Este difícil momento trouxe também novas oportunidades e tendências.Segundo Christensen, o crescimento das empresas deve-se a três diferentes apostas centrais e progressivas, nomeadamente melhorar os processos, produtos e serviços existentes; utilizar estratégias de marketing e design para alcançar novos mercados; e alterar a forma de atuação das empresas de modo a colocar o cliente no centro de tudo.A maioria das empresas atribui uma percentagem muito pequena dos seus esforços e orçamentos (cerca de 5%) às iniciativas mais disruptivas que geralmente demoram de 5 a 10 anos a apresentar resultados.Sérgio Vezza refere o seguinte: “É um aspeto que não podemos ignorar. Ao contrário de uma empresa em início de atividade, as empresas de bens de consumo ou que estejam inseridas em segmentos tradicionais têm o legado do negócio. Todos têm um legado, todas as empresas têm um legado. É esse o principal problema da transformação digital com recurso a tecnologia”. Assumir um perfil digital Os líderes modernos devem estar mais preparados para colaborar do que para mandar, colocar as questões certas ao invés de dar respostas, e dar autonomia em vez de controlar. A liderança na era digital e, principalmente, nestes tempos sem precedentes deve ter como principal prioridade estabelecer uma abordagem de constante aprendizagem e criar condições propícias à experimentação e tomada de riscos.Sérgio Vezza salienta o seguinte: “Acho que temos que estar constantemente a reinventarmo-nos e a dar oportunidades. Admito que talvez, no passado, tenha pensado demais em questões de comando e controlo. Hoje em dia, a questão da autonomia é muito mais premente. Trata-se de dar liberdade à equipa. Trata-se de dar as ferramentas certas às pessoas para que consigam dar o salto. E é assim que chegam a gestores de recursos, a “maestros” das equipas. A equipa deve possuir autonomia e, principalmente, desempenhar este papel de tradutores da transformação, recorrendo à tecnologia”.As empresas devem olhar para eventuais erros e problemas como se fossem oportunidades de crescimento e alavancas para a inovação, visto serem partes naturais do processo de desenvolvimento de novos produtos, serviços e experiências.Outro elemento indispensável para o sucesso de uma boa liderança e por conseguinte da empresa, é a capacidade de perceber as pessoas. São elas, com o seu talento, envolvimento e criatividade, que levam uma empresa ao sucesso. A inovação não vem da tecnologia, vem das pessoas. Não é a tecnologia, mas sim as pessoas que quebram barreiras em qualquer setor ou mercado.A pandemia foi um catalisador de transformações inéditas nas lideranças que alterou perspetivas e redefiniu o significado de líder. A velha máxima de “mandar e controlar” não dá espaço à inovação ou a agilidade. Vivemos numa era em que as empresas necessitam de líderes que saibam inspirar, traduzir estratégias em objetivos, e promover uma certa obsessão com a aprendizagem. Desta forma, cria-se um ambiente que permite a experimentação, correr riscos e cometer erros, mas que, acima de tudo, aceita e valoriza as pessoas que compõem a empresa. Esta mudança nada tem de simples ou de rápido, mas é absolutamente necessária e possível.No que toca à estratégia e liderança, não faltam desafios. É principalmente nos dias que correm que os modelos organizacionais e operacionais devem acompanhar o ritmo de mudança dos seus clientes, uma situação de constante adaptação e inovação. O cliente como prioridade Vezza afirma o seguinte: “Sempre falámos sobre dar ouvidos ao cliente, dar ouvidos ao cliente. Foi com esta centralização no cliente que quebrámos barreiras de forma exemplar”.Um grande número de empresas optou por acelerar a transformação digital paraagilizar os processos, modificar serviços e criar novos produtos, mas sobreviver à pandemia exigiu elevada sensibilidade para satisfazer as necessidades imediatas dos clientes, sem perder de vista o futuro de cada setor.Ainda é cedo para se definir ao certo o que é o “novo normal”, mas já percebemos que alguns comportamentos vieram para ficar. Um deles é a relação entre pessoas e tecnologia.As empresas com uma visão alargada do futuro estão mais preparadas para compreender a inovação e a transformação do negócio.No referido podcast, Bob colocou a pergunta: “Qual foi a maior lição que aprendeu, não só no âmbito da BEES e da Ambev/AB InBev, mas também como gestor de um processo acelerado de transformação? O que é que se aprendeu com estas grandes transformações que não são apenas tecnológicas?”“Antes de mais, demonstraram que somos capazes de o fazer e que temos pessoas com funções relevantes na empresa prontas a ajudar nesse processo. Isto porque tudo o que disse não é transformação digital. Não numa empresa de bens de consumo. É uma transformação de negócio tornada possível através do uso de tecnologia. Esta foi a primeira lição”, afirma Sérgio Vezza.O processo de diversificação foi agilizado e a tecnologia adquiriu um papel central na adaptação à chamada economia de baixo contacto. Quando a pandemia atingiu o Brasil, o principal objetivo das empresas era garantir a segurança do pessoal sem deixar de servir os clientes.O mundo ficou num impasse, mas as empresas não se podem dar ao luxo de ficarem paradas. E é por isso que as empresas tiveram que tirar projetos da gaveta ou implementar como padrão mais processos tecnológicos que estavam ainda em fase de testes. As empresas viram-se obrigadas a mudar a sua mentalidade.O projeto BEES, da Ambev e AB InBev, é um excelente exemplo disso mesmo. O contexto acelerou o desenvolvimento desta plataforma, que é no fundo um marketplace dedicado aos Pontos de atendimento ao cliente (POC em inglês) e aos consumidores B2B da Ambev e AB InBev. Esta plataforma contém não só as marcas destes grupos, mas também produtos de outras empresas, alargando assim a oferta aos clientes.Através do BEES, as empresas podem oferecer descontos e programas exclusivos de fidelização. Os clientes podem também fazer encomendas para se reabastecerem sempre que necessário e agendar entregas para o momento mais conveniente.A estratégia deu resultado. A plataforma BEES processa mais de 300 000 encomendas por dia de 1 600 000 POC registados na plataforma. É prova de que, em termos gerais, as empresas que apostam rapidamente na implementação de uma nova mentalidade e que aceleram os seus projetos estão mais preparadas para o futuro, conseguem crescer e reinventar-se, além de entregarem cada vez mais valor aos clientes através de novas e surpreendentes maneiras. O podcast original em português (BR): CI&T 0