Transformação digital nas empresas: como sustentar uma estratégia

Mai 11, 2017 | min leitura
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CI&T

Artigo atualizado em Agosto de 2022.

Um caminho seguro e permanente para atingir um modelo de negócios voltado para o digital.
 
Como uma especialista digital global, sempre recebemos aqui na CI&T pedidos de pessoas executivas de várias partes do mundo que vão muito além de soluções digitais para problemas específicos. Elas querem caminhos para tornar as suas empresas digitais. E isso só tem aumentado no atual contexto, o que é um reflexo direto dos impactos que as novas tecnologias têm gerado nos negócios, principalmente com um aumento exponencial do uso do digital por pessoas e instituições.

 O cenário que temos hoje no mercado pode ser resumido assim: de um lado, um crescente número de empresas que nasceram digitais e atuam na criação de produtos e experiências inovadoras com muita velocidade. No centro, um consumidor cada vez mais interconectado e exigente. E do outro lado, empresas tradicionais tentando se reinventar.

Segundo dados globais da Salesforce, de 2019, ano pré-pandemia, até 2024, os investimentos em transformação digital devem saltar de $1.18 bilhões de dólares para $2.39 bilhões, aumento de 102%. Além disso, de acordo com estudo da Twilio, a grande maioria de tomadores de decisão em grandes empresas globais afirmam terem acelerado a transformação digital em suas empresas com a pandemia. Nos Estados Unidos, esse número é de 64% dos executivos, 66% aceleraram a transformação digital no Reino Unido e 70% na França. A porcentagem chega a 78% na Alemanha. No Brasil, segundo pesquisa da IBM, esse número é de 59%, abaixo de outros países desenvolvidos, mas igualmente relevante. 

Embora esse na transformação digital tenha se acentuado, é verdade também que muitas empresas patinam em sua própria transformação. Um estudo publicado por nós em 2019, indicou que 7 em cada 10 pessoas tomadoras de decisão em grandes empresas consideram que implementar e sustentar uma estratégia de transformação digital é seu maior desafio.

Nessa busca, a maior parte dos executivos no mundo já testou algumas trilhas. Seguindo o caminho habitual do mercado, eles terceirizam a solução de problemas específicos de marketing, de estratégia e de inovação, o que pode trazer bons acertos, mas pontuais.

Outra prática comum é a de se aproximar das gigantes de tecnologia do Vale do Silício. Mas uma visita ao Spotify ou ao Google, por exemplo, apenas traz clareza a respeito do que deve ser a linha de chegada, de como deve ser esse novo modelo de negócio, mas não dá pistas sobre como fazer com que isso se torne realidade. Afinal, essas empresas nasceram naquele ambiente, portanto, não passaram por nenhum processo de transformação para virar um showcase digital.

Depois de compreender que a transformação digital é uma necessidade, muitas empresas contratam consultorias que prometem auxiliá-las na modificação de seus modelos de negócio como um todo. Porém, com frequência, essas iniciativas não geram o aprendizado necessário para que a mudança seja sustentável.

Em pouco tempo, os processos da nova cartilha são esquecidos e as pessoas voltam às velhas e seguras formas de realizar o trabalho. Toda a verba, o tempo dos times e o esforço de engajamento geram apenas resultados pontuais, com efeitos inócuos para a empresa como um todo. Muita expectativa, frustração maior ainda.

Afinal, o que é transformação digital?

Transformação digital é sobre processos, mentalidade e cultura. É uma mudança na forma de trabalhar, que torna as empresas mais adaptáveis às constantes mudanças tecnológicas que desafiam modelos de negócio. Além de digitalizar processos, a transformação digital também estabelece novas formas de experimentar, criar produtos e serviços e testá-los com as pessoas, sempre com este último, o consumidor, no centro das decisões.

Saiba mais: 4 motivos para a transformação digital dar errado, segundo Cesar Gon

Como executar a transformação digital

Pela nossa experiência, para realizar a transformação digital nas chamadas empresas slow by design é necessário criar uma estrutura de funcionamento totalmente nova. O termo - usado por Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg, respectivamente Presidente e Conselheiro da Alphabet, controladora do Google - refere-se a organizações concebidas para ser máquinas confiáveis e minimizar riscos. A velocidade de inovação só é possível a partir de uma base desenhada para ser digital.

“O problema é que a maioria das empresas hoje é administrada para minimizar o risco, não para maximizar a liberdade e a velocidade. Informações e dados são acumulados e não compartilhados. Seu design é um vestígio de uma era em que o fracasso era caro e a deliberação era uma virtude. O poder de decisão está nas mãos de poucos. Em outras palavras, a maioria das empresas é slow by design! Isso não funciona no século da Internet. ”

Eric Schmidt citado em How Google Works, Schmidt, Rosenberg and Eagle, 2014

A CI&T não nasceu digital. Por mais que sejamos uma empresa de tecnologia, na nossa primeira década, éramos uma fábrica de softwares, seguindo padrões da indústria tradicional. Nossa filosofia era fundamentada em comando e controle e tínhamos 450 práticas complexas para realizar o trabalho. Quando sentimos a necessidade de adotar um modelo mais ágil e veloz, o resultado foi uma gradual e segura redução de silos, burocracia e processos, baseada no sistema Lean.

Por meio de um conjunto de princípios simples, essa metodologia embute uma maneira de pensar que é decisiva: ela padroniza a forma como se resolvem os problemas. Se o problema é a máquina de café da recepção ou se é decidir como entrar no mercado japonês, o caminho para a solução é o mesmo: analisar o contexto, descobrir pontos fracos e fortes e fazer o diagnóstico.

Tendo essa clareza, o passo seguinte é geralmente o mais simples; definir a melhor forma de agir. Um dos efeitos imediatos dessa forma de estruturar o pensamento nos times é a redução das reuniões de 18 para 2 horas. Outro, e mais fundamental, é a velocidade para chegar aos resultados desejados.
O Lean padroniza a forma como se resolvem os problemas:
 
- Analisar o contexto - investigar a fundo a dor do negócio a ser trabalhada e as circunstâncias que o geraram
- Descobrir pontos fracos e fortes - desvendar suas características e seus impactos
- Fazer o diagnóstico - criar consenso sobre a causa-raiz do problema a ser trabalhado
- Definir a melhor forma de agir - consensuar sobre as melhores soluções

Os pilares da transformação digital

O Lean tem como princípio fundamental identificar o que é valor para o cliente e entregá-lo de forma contínua. O consumidor está sempre em foco. Além disso, propõe evitar ao máximo o desperdício na produção por meio do mapeamento do fluxo de valor e do uso de sistemas puxados, sem estoque.

Soma-se a isso, a procura incessante pela perfeição, realizando experimentos no desenvolvimento de novos produtos em ciclos curtos de aprendizado. Ou seja, selecionar as melhores soluções, desenvolvê-las e validá-las com o consumidor de forma rápida.

“Um dos segredos do sucesso de uma organização é a maneira como ela reflete sobre seus problemas e como ela aprende com eles”

John Shook, Gerenciando para o Aprendizado, 2008

Nosso CEO, Cesar Gon, em artigo no nosso blog, resumiu os 4 pilares da transformação digital: 

  • Centralidade nas pessoas: toda a companhia deve caminhar nessa direção.
  • Criação de pequenos times autônomos: não é possível alcançar velocidade e agilidade do digital nem transformar a empresa de ponta a ponta sem um formato de operação baseado em equipes multidisciplinares e autônomas com dedicação exclusiva a um fluxo de valor.
  • Objetivos audaciosos: para inovar, é necessário arriscar, ter a disciplina de apostar mais alto do que você vai conseguir alcançar. Essa, definitivamente, não é uma característica típica de ambientes corporativos tradicionais.
  • Capacidade de gerar ciclos rápidos de experimentos para criar aprendizado constante: é importante que haja um ambiente propício à experimentação e os aprendizados de cada time no processo devem estar disponíveis para os outros. Deve haver trocas e colaboração para a construção da inteligência coletiva de forma rápida e constante. Uma organização que aprende com velocidade é capaz de criar o futuro.

As vantagens da transformação digital

A aplicação dos princípios Lean para o digital na CI&T fez com que reduzíssemos os nossos processos de trabalho de 450 para 32, o que facilitou a rotina das equipes e mudou profundamente a cultura da empresa. Nos tornamos mais ágeis e conquistamos a velocidade que buscávamos. Estava criada a nossa base digital. A esse novo modelo, demos o nome de Lean Digital Transformation.

Lean Digital Transformation como garantia de uma transformação sustentável

A Lean Digital Transformation propõe uma transformação gradual, segura e estruturada da empresa em uma jornada que tem como objetivo a melhoria constante e perene. Tendo clara a meta que se quer alcançar em termos de maturidade digital, é traçado um plano de trabalho por períodos de três meses priorizando as áreas que são problemáticas e projetos que não estão conseguindo ser realizados de forma satisfatória com as práticas tradicionais.

Usando a metodologia Lean Digital, com seus ciclos curtos de testes e aprendizado, é possível encontrar soluções rápidas e gerar valor no fim de cada trimestre para garantir os resultados positivos no balanço da empresa.

Esses efeitos empolgam os acionistas, mas também as lideranças que entregam mais e melhor e ganham confiança para seguir conduzindo as profundas mudanças que são necessárias. As pessoas que estão envolvidas no projeto, por sua vez, veem o seu trabalho gerando grandes frutos, sendo valorizado e tornando-se referência de boas práticas na empresa. Todos tornam-se promotores do novo jeito de fazer e contagiam o entorno.

Com os resultados favoráveis no balanço trimestral e o engajamento dos times que vão aos poucos mudando a cultura da empresa como um todo, o processo de transformação está blindado e não corre o risco de se tornar mais uma tentativa frustrada rumo ao modelo digital.

Os desafios da transformação digital

Quando chegamos a esse momento da nossa transformação, em que a mudança cultural começava a acontecer nas equipes, constatamos que tínhamos um novo e importante desafio: a transformação das práticas das lideranças. Os gestores estavam de fato empolgados com o funcionamento dos times, mas seguiam com um mindset antigo no exercício das suas atividades. Precisávamos conectar a liderança diretamente aos novos processos.

Apresentada a necessidade, apareceram as dificuldades: os líderes geralmente resistem em mudar rotinas exatamente porque elas são o resultado de uma trajetória de sucessos. O Lean nos apresentou caminhos para resolver esse paradoxo. Ao contrário do sistema tradicional de gestão, no qual o líder é a figura distante que delega a tarefa a ser realizada e espera o resultado, o Lean o traz para junto das equipes em todo o processo.

Por meio de treinamentos específicos, as lideranças foram orientadas e capacitadas para estar disponíveis e participar da execução dos trabalhos, guiando os times para os melhores caminhos a serem tomados e auxiliando na resolução de problemas. Assim, além de serem exemplos de conduta, eles ainda se mantém atualizados com as novidades da área.

Uma vantagem desproporcional

Na CI&T, acreditamos que a empresa que alcança a maestria no uso de princípios Lean para o digital tem uma Unfair Competitive Advantage sobre os concorrentes. Além de oferecer aprendizado de forma constante e perene, o Lean Digital tem um ferramental poderoso na conquista da velocidade com alta qualidade. Em um mercado como o que temos hoje, isso torna a competição difícil para empresas com modelos tradicionais de funcionamento.

Estratégia de transformação digital com ESG no fundamento 

Se a transformação digital é imperativa para companhias que queiram sobreviver e se manter relevantes, a preocupação sobre como essa transformação ocorrerá é igualmente importante. Como estratégia, muitas empresas tem olhado para os princípios de ESG (Environmental, Social e Governance), para criar produtos e serviços que já nasçam com aspectos sociais e de sustentabilidade em suas fundações, minimizando impactos socioambientais ou, até mesmo, com impacto positivo. 

Uma agenda de ESG atrelada à transformação digital tem o potencial de aumentar a adesão ao serviço ou produto, atrair mais investimentos e prolongar a durabilidade da estratégia, uma vez que a solução é sustentável econômica e socialmente, indo ao encontro do que é necessário no mundo de hoje. 

Transformação digital é sobre pessoas

Acreditamos que alcançar a qualidade nas experiências e a agilidade que o mercado e clientes de hoje exigem depende diretamente da instalação de uma nova forma de operar que permita às pessoas desenvolverem o seu potencial para impulsionar a criatividade e a inovação nas empresas. Sem essa base, ter as melhores e mais inovadoras tecnologias, por si só, não garante resultados efetivos. 
 
Ou seja, a transformação digital é menos sobre adquirir competências relacionadas a machine learning, inteligência artificial e Analytics, por exemplo, e muito mais sobre instalar uma nova cultura corporativa e uma nova mentalidade, aberta à experimentação e às trocas de conhecimentos com o objetivo de construir um dos maiores valores das companhias digitais: a inteligência coletiva. 
 
É a inteligência coletiva que permite às pessoas aproveitarem os novos recursos e oportunidades e às empresas criar o novo com propriedade e agilidade e conquistar resultados de impacto para os negócios. 

"As pessoas são os melhores computadores que existem. É disso que se trata. É preciso construir uma estrutura que permita que elas aproveitem ao máximo a sua capacidade de gerar valor, de inovar. Empresas envolvidas em um verdadeiro processo de transformação digital têm equipes multidisciplinares que trabalham de forma colaborativa, com acesso a informações acuradas, que são compreendidas com facilidade e que permitem ações rápidas."

Erlon Faria Rachi, Senior Data & Analytics Manager

Qual é o papel, como profissional, nessa transformação?

De um lado, está esse papel fundamental das companhias ao estabelecer estruturas com maior horizontalidade e equipes multidisciplinares e autônomas, exigindo uma grande mudança de base cultural e de processos. 
 
Do outro, empresas são feitas de pessoas, com toda a sua diversidade e particularidades. A nossa experiência nos mostra que não é possível impor novos comportamentos e práticas, afinal, eles só serão incorporados se fizerem sentido individualmente, se facilitarem o trabalho. Entretanto, uma vez assimilados, transformam a forma de enxergar e executar ideias e, como consequência, muda-se também o mindset das companhias de ponta a ponta.
 
Independente da sua área de atuação ou nível hierárquico, aqui estão algumas dicas do que exercitar diariamente para se adaptar a esse perfil profissional do futuro.
 
Saia do individual para coletivo
 
Você tem, constantemente, novos desafios atrelados à sua área de atuação. E nem sempre encontra as respostas que precisa de uma forma fácil e rápida como gostaria, certo? O passo fundamental dessa transformação é sair do individual para envolver outras pessoas para criar soluções em conjunto, de forma multidisciplinar
 
Por melhores que sejamos como profissionais, nossa capacidade criativa, cognitiva, é limitada. Quando você envolve pessoas com diferentes competências, você se abre para o novo e para soluções não óbvias. 
 
Afinal, vivemos um infinito de possibilidades de conexões com outras pessoas e de acesso a fontes de informação que multiplicam o nosso poder transformador. As melhores soluções vêm da soma desses conhecimentos e de potenciais que, além de criar novas realidades, trazem velocidade de resposta. E quando esse poder multiplicado encontra-se com um propósito, ele é capaz de alcançar impactos que nenhuma tecnologia sozinha seria capaz de fazer.  
 
De pessoas reais para pessoas reais
 
Todo ambiente - seja real ou virtual - é constituído por meio da criação de relações baseadas em valores como respeito, confiança, empatia. Isso vai da conexão emocional com quem está ao seu lado, resolvendo desafios coletivamente, mas também em entender que toda e qualquer solução é destinada à pessoas.
 
Times multidisciplinares - ou squads - devem estar voltados ao desenvolvimento de ponta a ponta e à melhoria contínua de soluções para problemas priorizados, tendo sempre o cliente, pessoas reais, como foco de suas ações. Desta maneira, os times conseguem acompanham as necessidades e desejos sempre mutáveis do mercado e surpreender os consumidores de forma veloz. 
 
Como já dito neste artigo, compreendemos que os avanços da tecnologia da informação só atingem seu potencial completo quando pessoas estão envolvidas, quando a mudança é genuína, quando as decisões são tomadas considerando dados que têm qualidade. 
 
É a tecnologia usada por pessoas, por times engajados no entendimento dos problemas e que conseguem tanto implementar soluções, como medir os resultados para que haja evolução no relacionamento com clientes. 
 
Tecnologia como meio e ferramenta, não como fim
 
Novas soluções tecnológicas surgem todos os dias para resolver os problemas mais diversos e são excelentes ferramentas para direcionar estratégias e municiar decisões. Mas não basta se cercar de tecnologia sem entender qual é, no final das contas, o real problema a ser solucionado. O impacto está em entendê-la como meio e não como o impacto por si só. 
 
Primeiro, vem o “por quê”. Antes de decidir sobre qual tecnologia colocar em ação, entenda qual é o propósito final. Em conjunto com pares, líderes, escolha um desafio - atrelado aos objetivos de negócio - e crie hipóteses de solução. Então, as tecnologias são o “como” fazer isso.  

A responsabilidade enquanto líder

Para que essa mudança cultural que mencionamos anteriormente seja possível, é preciso começar pelas lideranças. Se você é líder ou almeja essa posição, entenda que seu papel é ser exemplo e criar um ambiente de fomento aos valores necessários para que a nova cultura se estabeleça.

Para nós, uma forma de gestão capaz de estimular e suportar o desenvolvimento dessa nova maneira de pensar na corporação é a liderança Lean. Apoiado no Lean Thinking, esse modelo é caracterizado pelo foco em ajudar as pessoas a potencializar seus talentos e em desenvolver equipes na direção do ambiente de experimentação, colaboração e inovação. 

"O papel do líder passa a ser o harmonizador, o articulador de competências e um desenvolvedor, que faz um coach de talentos individuais para que os times ganhem capacidades voltadas à construção de uma história poderosa. De uma forma bastante complexa, ele passa a ser um grande balizador de que aquele time trabalha com um propósito e com uma visão de que vencer significa a vitória do negócio na entrega de valor para o cliente e a vitória do desenvolvimento pessoal."

Cesar Gon, CEO

Como já disse Solange Sobral: "não sabemos exatamente o que permanecerá nos nossos hábitos e o que desaparecerá". Mas podemos conjecturar que o mundo tende a permanecer em modo híbrido, com o online cada vez mais presente na vida das pessoas e empresas em todos os campos. 

E ser digital é tratar tanto o passado como o futuro por meio da inteligência coletiva e agir de forma eficaz a partir de dados de qualidade, garantindo o foco nas pessoas e garantir entregas inovadoras alinhadas aos desejos do mercado.
 
Já no aspecto individual, colocar esses pontos em prática te ajudarão a ter o preparo necessário parase adaptar rapidamente às muitas mudanças que ainda virão, trazendo impactos positivos tanto na sua carreira, quanto no seu desenvolvimento pessoal.

Entre em contato para saber mais sobre Transformação Digital.


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