3 medidas que devem ser prioridades dos CIO para criarem uma empresa inovadora

Out 01, 2020 | min read
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CI&T

Em conversas com executivos das TI, ouço muitas vezes as mesmas palavras. Uma das suas maiores prioridades é aproveitar a tecnologia para promover a inovação e desenvolver uma melhor experiência do cliente. Infelizmente, ter “a inovação como uma das maiores prioridades” geralmente significa ter uma ou duas iniciativas que podem ser consideradas “inovadoras”. Neste artigo, para ter a mentalidade necessária, defini 3 objetivos que devem ser prioritários se quiser criar uma empresa pronta para o futuro.

Aceitar a incerteza para fazer boas previsões

A incerteza sempre fez parte da equação, mas a COVID-19 inspirou nas empresas respostas inovadoras, mais uma prova de que a necessidade é a mãe da invenção.
Lidar com incertezas é, no fundo, uma forma de treinar a sua capacidade de ser ágil, de conseguir responder rapidamente a novas tendências e oportunidades. Mas tão importante como saber quando aproveitar uma oportunidade é saber quando desistir da mesma.

Desenvolva pequenas experiências que não coloquem em risco a empresa, com breves ciclos que proporcionem resultados observáveis e mensuráveis, mas que permitam também alterar ou parar qualquer iniciativa. As ideias inovadoras precisam de espaço para crescer, pelo que deve proporcionar-lhes um ambiente adequado.

Para aproveitar ao máximo uma cultura de experimentação, é também necessário alterar noções de sucesso e fracasso. Colocar a aprendizagem acima dos resultados. Efetuar várias pequenas experiências não irá gerar os resultados esperados, mas irá certamente ajudar nas iniciativas que gerarão resultados no futuro. Ao aceitar a incerteza, ficará mais preparado para agarrar oportunidades que de outro modo seriam ignoradas.

Desafiar as normas para promover a transformação nas suas equipas

Sejamos francos, a inovação provavelmente não irá chegar através da gestão de topo, nem por força de orientações, tais como “criar algo inovador este ano”. Irá, sim, surgir através dos seus funcionários na linha da frente, graças à sua profunda compreensão das expectativas, desejos e necessidades dos clientes. Cabe-lhe a si como líder promover um ambiente que valorize ideias desafiantes.
 
Passe algum tempo a pensar sobre o tipo de ambiente que tem na sua empresa. As suas equipas sentem-se à vontade para dar a conhecer novas ideias com vista a alcançar os objetivos de negócio? Sentem que têm voz ativa e que são ouvidas? Na próxima reunião, observe os participantes. Se se limitarem a acenar a cabeça sem dizer o que pensam, é porque existe uma oportunidade de melhoria.
 
Se tiver que passar pelos trâmites normais da maioria das empresas, a aprovação de uma ideia pode demorar meses ou até anos. Isto sem contar com as reuniões, roadmaps e políticas que sucedem essas aprovações, e que ainda assim precedem o próprio teste do conceito de um projeto. Ao criar um ambiente que promova a rapidez na testagem e validação de várias ideias, irá conseguir dimensionar rapidamente as que funcionam.

Inovação orientada pelo consumidor

“Esteja mais perto dos seus clientes. Tão perto que consiga dizer-lhes o que precisam, mesmo antes de eles próprios saberem”.

Steve Jobs

Recorro a esta citação para explicar como é necessário compreender as necessidades dos clientes para conseguir aumentar as possibilidades de alcançar inovações de sucesso. Não há melhor momento do que este para se certificar de que todas as vertentes do seu negócio têm o cliente como prioridade.
 
No entanto, como já explicámos, é vital que as suas equipas estejam dotadas de um nível de autonomia que lhes permita colocar em prática os seus valores centrados no cliente. Devem estar devidamente capacitadas e receber os instrumentos práticos que lhes permitam criar uma experiência com maior nível de personalização para os clientes.
 
Por fim, para permitir que a sua organização como um todo seja orientada para as necessidades dos clientes, cada departamento deve ter a mesma visão dos dados dos clientes.
 
Este tipo de informação (interações dos clientes em locais, compras, interações com conteúdos, etc.) encontra-se frequentemente isolada em diferentes silos. Ao associarmos estes dados, criam-se narrativas bastante reveladoras que ajudam as organizações a identificar hábitos e necessidades.
 
Alterar as suas prioridades de modo a centrar-se nestas táticas específicas pode ser um contributo para fomentar o desenvolvimento de uma empresa inovadora, capaz de resistir ao teste do tempo, e também trazer inovação contínua a um mundo que muda cada vez mais depressa.


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