A era do profissional powered by AI e como dar os primeiros passos rumo à alta eficiência

Mar 06, 2024 | min leitura
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Leandro Angelo

A Inteligência Artificial Generativa (GenAI) traz uma disrupção tão grande para o mercado que pode ser comparada ao surgimento da internet: ela muda completamente como interagimos, nos comunicamos e vivemos experiências de consumo. 

Com a capacidade de ouvir, escrever, desenhar, falar (entre tantas outras possibilidades) de forma simples e efetiva, a realidade atual proporcionada pela IA generativa dá acesso a uma nova era: a do profissional powered by AI. 

Se tal tecnologia quando utilizada de forma individual pelos profissionais já é uma aliada, quando adotada em escala pelas companhias se torna uma vantagem competitiva. De acordo com uma pesquisa otimista da McKinsey, até 2030 a automação impulsionada pela IA Generativa tem o potencial de liberar profissionais de quase 30% das tarefas rotineiras, permitindo que eles se concentrem em atividades mais estratégicas e criativas. Essa mudança não apenas melhora a eficiência no trabalho, mas também abre espaço para um ambiente profissional mais gratificante e inovador.

Esse movimento inteligente dos profissionais que estão potencializando sua performance com IA é o cerne de uma das grandes tendências corporativas do futuro do trabalho, na qual a previsão é de que a tecnologia amplie a capacidade das pessoas, substituindo tarefas repetitivas e matemáticas do seu dia a dia, abrindo espaço para reflexões e posicionamentos mais humanos, inclusivas ao mesmo tempo que especializadas. 

O salto de eficiência libera a capacidade cognitiva humana para atuar no que gera mais valor para as empresas e satisfação para os profissionais e consumidores, como criar novos modelos de negócio, explorar oportunidades de mercado com análises do comportamento e diversidade de perspectivas - tudo orquestrando a aplicação de Inteligência Artificial. Essa é a era da hiper personalização.

Profissional powered by AI é um maestro de jornadas complexas

Para as empresas, elevar a escala de adoção da IA Generativa do individual para o enterprise é determinante para manter a segurança e inteligência de dados, além de permitir o entendimento de quais são os aprendizados, experimentos feitos, resultados obtidos e dados enviados para as ferramentas. 

A partir do momento em que a IA Generativa é capaz de organizar informações, realizar tarefas e tomar decisões, a criatividade humana se torna fundamental para orquestrar pessoas, contexto, dados e todas as possibilidades que a tecnologia proporciona de forma a alavancar crescimento e diferenciação para o negócio. 

Internamente, processos podem ser automatizados e gerarem ganho de eficiência; enquanto que externamente é possível ampliar o alcance e a experiência do cliente em todos os pontos de contato ao longo da sua jornada de interação com a marca. Ambas as perspectivas podem otimizar desde ações do dia a dia até provocar mudanças estruturais no mercado, evoluindo e diversificando o modelo de negócio de uma companhia posicionando-a em mercados novos e com clientes que antes eram inimagináveis. Este é o verdadeiro game changer e será potencialmente responsável por 1/3 dos resultados nos próximos quatro ou cinco anos. 

Tome como exemplo uma automação que resolve um problema pontual, como a tradução de um texto, e uma outra capaz de conversar no atendimento ao cliente dando respostas sobre um produto, e uma terceira que identifica oportunidades de criação de novos produtos. São três automações diferentes que podem ser orquestradas para conversarem entre si, trazendo muito mais assertividade, velocidade e personalização. Este exemplo habilita uma conversa contextualizada com clientes em qualquer lugar do mundo, permitindo aos profissionais orquestradores combinar seu conhecimento e expertise para gerar insights personalizados e até mesmo a criação de novos produtos. 

Essa jornada end to end que coloca tecnologia e criatividade humana em interação constante destrava o potencial de geração de negócios, ampliação de mercado, evolução da experiência do cliente e aumenta o nível de qualidade da companhia. 

o caminho é se movimentar
para buscar essa transformação,
engajar as pessoas

e não se tornar refém da mudança.

Como tomar uma decisão sobre o investimento em IA?

É sabido que o investimento pode ser um dos principais desafios relacionados à adoção da IA Generativa. Portanto, a decisão de incluir essa tecnologia em seus processos deve observar alguns fatores para obter o melhor resultado sobre esse investimento. Abaixo estão cinco grandes primeiros passos para tomar essa decisão:

01


Entendimento da tecnologia

Buscar o letramento sobre o que é IA Generativa, quais as possibilidades, quais os usos que ela possibilita em experiência e tecnologia.

02


Compreensão dos riscos

envolvidos na adoção de IA para estabelecer políticas de uso responsáveis na instituição.

03


Definição de usos prioritários

tendo em vista as possibilidades que a empresa tem, analisar onde será gerado mais impacto para o cliente e maior resultado para o negócio.

04


Planejamento

como estruturar essas demandas tecnológicas, capacitar pessoas e envolver o time para que ele se torne protagonista nessa jornada de construção e adoção.

05


Criação de Guardrails

as considerações éticas constituem a base do uso responsável da IA. Integrar a ética desde o início não só protege a empresa de riscos futuros, como também proporciona uma vantagem competitiva ao ganhar confiança e garantir justiça e transparência.

O fato é que a IA Generativa chegou e seus limites são imprevisíveis, e é comum que em cenários de disrupção as lideranças das empresas tenham incertezas sobre qual movimento fazer. Contudo, o risco de não fazer nada é muito maior do que o risco de experimentar, criar tendências e sair na frente. Portanto, o caminho é se movimentar para buscar essa transformação, engajar as pessoas e não se tornar refém da mudança.


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Leandro Angelo

Partner EVP, LATAM, CI&T