GenAI em grandes organizações: como habilitar de forma eficiente e segura
Jan 23, 2024 | min leitura
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CI&T

Se nos últimos anos muitos profissionais foram resistentes à Inteligência Artificial Generativa (GenAI), por receios de impacto aos seus empregos, o que as lideranças acompanham hoje é o desafio de controlar o uso, sem limitá-lo, com eficiência e segurança

Desde que o ChatGPT da OpenAI atraiu 100 milhões de usuários em apenas dois meses e disseminou o uso em massa da GenAI, o mundo presenciou pessoas das mais diversas áreas incorporando essa tecnologia à sua rotina profissional. 

Com o uso simplificado e desenfreado, surge o desafio de implementar a GenAI em escala com segurança -  um tema especialmente valioso para organizações de médio e grande porte que possuem estruturas complexas e times diversificados.

A segurança começa pelas pessoas 

Trazer consciência para dentro da companhia antes de iniciar o uso em escala é um pilar fundamental para garantir o uso seguro.

É importante ressaltar que esse letramento vai desde executivos C-Level (que devem receber capacitação específica com a perspectiva estratégica e de liderança) até colaboradores de toda a empresa sobre fundamentos dos riscos e dos benefícios da GenAI. 

No campo técnico, os profissionais que fazem o uso e desenvolvem soluções de GenAI estão no centro de uma mudança ainda maior: a migração dos engenheiros de software para possíveis “engenheiros de IA”, sendo que este tende a ser apenas um dos muitos movimentos da força de trabalho futuro. Com isso, programas internos para capacitação podem ser desenvolvidos desde já, voltados exclusivamente para treinamentos sobre desenvolvimento de tecnologias com a IA e como utilizar essa aliada poderosa com segurança. 

Em meio aos ganhos de eficiência e surgimento de novos campos de especialização, é preciso reconhecer que em breve todas as profissões precisarão reaprender a como trabalhar com o acompanhamento de um copiloto baseado em Inteligência Artificial - e os mecanismos de segurança necessários para isso.

Governança como força centralizadora

A descentralização da busca por soluções é um grande motivador do estabelecimento de uma política de governança. 

Entre as boas práticas aplicadas por empresas de grande porte, a criação de um comitê liderado pelo time de tecnologia é uma das medidas buscadas. Com representantes de cada área e contemplando todas as verticais das empresas, é possível unir perspectivas para capacitação e tomada de decisão, além de estabelecer padrões para contratação e uso das soluções.

Riscos futuros no radar

Quando o assunto é o uso da GenAI em escala, o principal risco futuro é a falta de previsibilidade. Como se trata de uma tecnologia que avança em velocidade exponencial, há um consenso de que novos desafios vão surgir no médio e longo prazo, como:

01.


Escassez de mão de obra

Como acelerar a especialização dos engenheiros de software em Inteligência Artificial Generativa? Esta pode vir a ser uma mão de obra com demanda muito superior à oferta.

02.


Uso descontrolado ou indevido da tecnologia

Com tantas organizações na corrida pela vanguarda dos melhores cases de uso, desastres na aplicação da IA não estão descartados, assim como riscos  na gestão da empresa (especialmente as que possuem pouca maturidade de mercado e estão no controle de ferramentas poderosas).

03.


Contextos de engenharia social sofisticados

O avanço tecnológico permitirá também novas técnicas para tentativas de fraudes e ataques cada vez mais sofisticados, exigindo alto desempenho dos fatores de segurança. Contudo, vale lembrar que as companhias têm mais poder do que os criminosos virtuais para garantir a segurança, contando com a ajuda de parceiros especializados.

04.


Equilíbrio entre alta produtividade e bem estar profissional

Existe o risco de que equipes que já estão no limite da produtividade recebam pressão para produzir ainda mais com o uso de GenAI. A capacitação de lideranças deverá ser voltada também para a prevenção de burnout e manutenção da saúde das pessoas nessa corrida pela produtividade.

05.


Alucinações

A IA Generativa é baseada em aprendizado e, por isso,  pode reforçar vieses existentes, o que pode provocar impactos fortes na sociedade e no negócio a partir do seu uso em escala. 


Conclusão

A Inteligência Artificial Generativa é um assunto novo cuja única certeza é que estamos frente a um game changer que só tende a evoluir

Mesmo que o tema seja tecnológico, o impacto recai em toda a empresa e sociedade, no qual o tópico da segurança tem o objetivo de empoderar mais profissionais, e não de ser um gargalo.

Por isso é importante manter o foco de que a inteligência artificial é e deve continuar sendo o copiloto das pessoas, investindo sempre na sinergia entre homem-máquina, visando o maior equilíbrio possível dessa equação.


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