Governança Generativa: como navegar na Revolução da GenAI
Mar 14, 2024 | min leitura
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Laura Kroeff

A ascensão da IA Generativa dominou as manchetes. Segundo o estudo conduzido pela Salesforce, 49% da população em geral já usa a IA Generativa, sendo 34% diariamente. 

No entanto, essa curva de adoção é muito mais rápida em indivíduos do que em empresas. Essa falta de abordagem coesa expõe as companhias a ameaças de segurança e desafios de consolidação técnica, devido ao uso descentralizado e não regulamentado da IA Generativa, abrindo vulnerabilidades para empresas, negócios, clientes e colaboradores.

Surge, portanto, a necessidade de uma Governança Generativa, que, impulsionada pela própria GenAI, desempenha o papel de inverter a equação: prevenir e mitigar riscos enquanto maximiza oportunidades.

Muito além do compliance: o que é a Governança Generativa?

A ausência de governança e de um plano estratégico é apontado como o principal desafio por mais de 80% dos executivos de alto escalão em um estudo do Boston Consulting Group. E, assim como pessoas, sociedade, empresas e a forma de trabalho passarão por uma revolução, a governança também está sendo reinventada. 

Existe um senso comum de que governança é sinônimo de cumprimento de normas e, por consequência, de limitação. Essa visão da governança apenas do ponto de vista do compliance ficou para trás, porque a Governança Generativa não freia o uso da nova tecnologia, ela acelera a adoção de forma segura.

“A IA Generativa já está nas empresas por iniciativas individuais e descentralizadas. Fazer a governança dela é assumir o controle da situação”, afirma Laura Kroeff, vice-presidente de estratégia e impacto da Box1824.

Adoção da GenAI em 3 atos 

Embora a disrupção e vantagem competitiva seja o principal desejo das companhias ao adotar a IA Generativa, existe um caminho que precisa ser percorrido para assegurar que a experiência seja de sucesso. 

Os três atos da adoção da GenAI demonstram qual é esse caminho: 

Ato 01:
Experimentação

Empoderamento de experimentos através de casos de uso descentralizados.

Ato 02:
Aceleração

Empoderamento de times
e alinhamento de governança.

Ato 03:
Disrupção

Empoderamento de negócios com o uso seguro em escala.

O que pensam os líderes de empresas que estão à frente de iniciativas de GenAI?

Conheça alguns dos insights e aprendizados compartilhados por nossos clientes em relação à experimentação e aceleração do uso da GenAI. Confira os três principais abaixo:

01. Segurança e uso ético

Em primeiro lugar, destaca-se a importância da mitigação de riscos e do uso ético da tecnologia. Isso abrange não apenas a utilização de copilotos de IA na interação entre humano e IA Generativa, mas também a atenção à rastreabilidade e transparência das decisões, assim como àquilo que é gerado por meio da GenAI.

Entre as principais medidas adotadas para estimular o uso seguro da tecnologia, os líderes apontaram a criação de um laboratório dedicado a coordenar os desenvolvimentos como destaque. Além disso, a formação de um Centro de Treinamento de Robôs, que conta com a participação de colaboradores na curadoria da informação, foi ressaltada como forma de garantir que a IA seja alimentada com informações de qualidade e responda corretamente.

A publicação de normativas, contendo orientações sobre melhores práticas e princípios de atuação do laboratório de desenvolvimento de aplicações, também foi uma das medidas apresentadas, tendo a colaboração de equipes de privacidade de dados nos squads.

02. Priorização de iniciativas

O processo de escolha dos casos de uso de GenAI dentro das organizações exige um equilíbrio entre investimentos e o retorno esperado. Quando o assunto é orquestração das iniciativas, a experiência prática já demonstrou requisitos importantes para definir quais casos podem ser priorizados. 

A definição de KPIs e processos para colocar uma habilitação em produção é fundamental nesses momentos. Indicadores de performance do modelo e gerenciamento de custo são exemplos que compõem a jornada de avanço de uma aplicação para a fase de pós-experimentação.

Enquanto o acompanhamento de performance de modelo diz respeito ao cumprimento dos processos de curadoria de dados para reduzir o esforço de manutenção da continuidade da aplicação, o acompanhamento de custo se baseia na disponibilidade de funding que a área de negócios demandante precisa ter para manter a aplicação, funcionando após o custeio inicial do laboratório na fase de experimentação.

03. Uso em escala

Um dos maiores desafios do uso em escala é a padronização de respostas. Tendo isso em vista, lideranças apontam que a definição de guidelines, treinamentos, controles de prompt e formação de personas fazem diferença. Para lidar com isso, dois times de curadoria podem entrar em ação: um focado na padronização de documentos e informação, e outro time com atuação qualitativa, responsável por coletar feedbacks de amostras e melhorar prompts. 

Para avaliar o resultado das habilitações em cenários de escala, a segmentação de usuários também se mostrou fundamental. Dividir em grupos de uso que consideram diversos recortes de perfil, como por exemplo, a senioridade dos colaboradores que serão usuários, ajuda na mensuração de impactos e aprendizado sobre o que deve ser priorizado entre tantas iniciativas.

Por fim, o processo de rollout também se beneficia dessa segmentação. Quando realizada por grupos de uso, permite adaptar as aplicações da GenAI às necessidades e particularidades do novo grupo que vai usar.


CI&T e BOX 1824

A soma da expertise da Box 1824 em mapear cenários futuros, com a expertise da CI&T em materializá-los com soluções hyper digitais permitiu o desenvolvimento de um Plano Estratégico Holístico e Responsável de GenAI, identificando com o cliente os riscos e oportunidades mais relevantes para cada empresa.

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Laura Kroeff

Laura Kroeff

VP de Strategy & Impact, Box1824