IA Generativa nas empresas: uma maratona, não um sprint Jul 20, 2023 Nesta corrida sem precedentes, a AI vem impulsionando as corporações a adotarem estratégias transformacionais - negligenciar a velocidade na largada pode resultar em perda de relevância no futuro. Saiba mais
Cibersegurança é o novo foco dos conselhos administrativos Fev 10, 2025 Descubra por que a cibersegurança se tornou prioridade nos conselhos administrativos e como a IA Generativa está transformando a defesa digital. Saiba mais sobre estratégias, compliance e inovação para proteger negócios no cenário digital. Saiba mais
CI&T abre vagas para programa de estágio Out 03, 2022 Pessoas candidatas podem se inscrever até 20 de outubro pelo site Saiba mais
O poder da inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente (CX) Jul 11, 2023 Como parte de um grande volume de tecnologia voltada para o futuro, as ferramentas de IA ajudarão as organizações a dimensionar a criação de conteúdo rapidamente, oferecer personalização de nível superior e trazer engajamento em tempo real para todas as etapas da jornada do cliente. Saiba mais
Microempreendedorismo pós-pandemia e educação financeira Set 02, 2022 | min leitura Inovação By Yasmin Kamal , Renata Zilse Borges A pandemia trouxe um aumento significativo no número de empreendedores no Brasil. E embora, segundo o IBGE, atualmente ainda existam cerca de 36 milhões de trabalhadores atuando informalmente, muitos brasileiros vêm aderindo ao modelo MEI - Micro Empreendedor Individual. Em 2021 foram abertos 3,1 milhões de MEIs. O que aparentemente é um bom sinal, na verdade coincide com um grande aumento do desemprego no país, que no início do mesmo ano chegou a 15 milhões de pessoas. No final do primeiro trimestre de 2022, o IBGE apontou aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros desempregados há mais de 2 anos, ou seja, pessoas que não conseguiram se reinserir no mercado de trabalho ao longo da pandemia. Em grande maioria com nível de escolaridade baixo, o sonho ou a vontade de empreender se tornou de fato uma necessidade. Fazendo parte do sistema Simples Nacional, esses empreendedores MEI contam com baixos custos de tributação e isenção de taxas e impostos comuns (e altos) para médias e pequenas empresas, além de facilidades como: emissão de nota fiscal por serviço prestado, aluguel de maquininhas de cartão de crédito com condições especiais, empréstimos com juros mais baixos e direito a benefícios da Previdência Social (INSS). Em 31 de dezembro de 2021, o país atingiu 13,2 milhões de MEIs. Em 2022 entraram novos 1,4 milhão de microempreendedores individuais e, ainda que tenham sido fechados cerca de 542 mil MEIs, hoje essa modalidade já representa 70% das empresas ativas no país, segundo a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Muitos atuando em vendas on-line, seja por redes sociais, web ou marketplace, como aplicativos de entrega de comida, por exemplo, que na pandemia tiveram um aumento de 103%. Mas para começar um negócio é preciso muitas vezes ter um aporte financeiro, e esses microempreendedores vinham sofrendo com a dificuldade de solicitação de empréstimos por apresentarem pouca ou nenhuma garantia. Para ajudá-los, o governo brasileiro criou em 2020, auge da pandemia, a lei Paec-Maquininhas, modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital. Com garantias futuras, a lei destravou processos acelerando a criação de novos negócios para esses brasileiros que viram nas atividades empreendedoras uma solução imediata para o desemprego. Apenas em 2 meses a operação conseguiu atender mais de 112 mil microempreendedores, com um volume de crédito por volta de 3 bilhões de reais, atingindo 18% dos MEIs neste ano.Com esforço, planejamento e responsabilidade financeira, muitos desses empreendedores tornaram-se casos de sucesso, como pessoas que engajaram suas famílias e formalizaram a atividade de venda online, atuando em conjunto na preparação e entrega. Outros que trouxeram seus talentos e paixões para aumentar suas receitas nesse momento de crise e acabaram por transformar suas principais ocupações profissionais aparentemente para sempre. Um olhar cauteloso para essa nova força motriz Bancos, fintechs e cooperativas de crédito estão tentando captar esse novo cliente MEI oferecendo soluções e serviços para o negócio como estratégia para atraí-los. Preços diferenciados nas mensalidades das maquininhas, serviços ilimitados, contas digitais gratuitas, gestão pelo app, condições exclusivas de linhas de crédito, atendimento especializado, benefícios com parceiros são os atrativos mais oferecidos. Mas um ponto de atenção: quando falamos de empréstimos no Brasil, dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) mostram que quase 60% dos brasileiros não verificam as tarifas e os juros cobrados pelo empréstimo. Focados na solução rápida de seus problemas, os empreendedores acabam não prestando atenção nas condições dessa ajuda que pode, no final das contas, se tornar um problema maior. A pesquisa da Anbima "Raio X do Investidor Brasileiro" deste ano mostra ainda que muitos tiveram que lidar com perdas parciais ou mesmo totais de rendimentos, outros não conseguiram economizar e ainda tiveram que retirar dinheiro de aplicações ou até mesmo se desfazer de algum bem na tentativa de recompor sua renda. O brasileiro se reinventou mas também se endividou bastante.Do ponto de vista da Economia Comportamental, é interessante observar o perfil individual de consumo do brasileiro, que leva para a base da hierarquia de necessidades humanas (Pirâmide de Maslow) itens das camadas de segurança e sociais, fazendo com que valores simbólicos e motivacionais como família, saúde, propriedade e amor se tornem elementos essenciais, quase que de sobrevivência! Para os brasileiros, o consumo é visto como uma condição de afeto. O gastar tem relação com movimento e socialização, se sentir inserido. Isso, em última instância, faz com que haja a subvalorizarão da dívida. Já que o gastar é sempre essencial e urgente, o poupar para gastar no futuro (mesmo que para cobrir necessidades fisiológicas) é uma quebra de paradigma muito difícil. E como para micro e pequenos empresários é comum vermos a mistura de gastos, movimentações e comportamento financeiro individuais com as da empresa, é preciso prestar bastante atenção a essa questão comportamental.O Brasil é o 74º país do mundo no nível de educação financeira, ficando atrás de países mais pobres como Madagascar, Togo e Zimbábue. Educação financeira é a soma do conhecimento financeiro com comportamento financeiro e atitude financeira. Questões relacionadas ao comportamento (colocar em prática seu conhecimento) e atitude (relação com o dinheiro, padrões culturais e normas psicológicas), muito relacionadas a uma orientação para o futuro, são de fato mais difíceis de mudar, mas certamente podem ser impulsionadas pelo aumento do conhecimento financeiro, da compreensão técnica sobre suas finanças. Quase como de forma educativa, muitos bancos ou fintechs já aderiram a transparência na jornada de contratação dos empréstimos, apresentando informações como juros ao mês, juros total, imposto (IOF), valor total a ser pago e prazo. Mas ainda assim, muitos brasileiros, cientes das altas taxas ou por não entenderem bem os detalhes das operações bancárias, acabam por pedir empréstimos a parentes e amigos. Terminologias do setor, aliás, ainda são um desafio e aqui vemos muita oportunidade de melhoria. Alguns bancos têm dedicado muitos esforços na busca por uma experiência fluida de seus clientes, além de uma comunicação simples, principalmente nos canais digitais - preferidos dos empreendedores mais jovens. Opções de gerenciar pagamentos, antecipar ou pular parcelas e cancelar empréstimo são algumas das funcionalidades on-line já disponibilizadas que podem estimular mudanças no comportamento e atitude financeira. A responsabilidade das soluções tornando-as simples de entender e com estímulos a decisões intuitivas positivas para a vida desses microempreendedores (os chamados nudges de Thaler), se tornam educativas, fazendo com que aumente seu conhecimento financeiro e possuem potencial de impactar o cenário econômico e social do país a médio e longo prazo. Referências:Exclusivo: demanda por crédito para abertura de negócios decola em 2021https://investnews.com.br/negocios/demanda-por-credito-para-abertura-de-negocios-decola-em-2021/IBGE: Desemprego durante a pandemia foi maior que o estimadohttps://veja.abril.com.br/economia/ibge-desemprego-durante-a-pandemia-foi-maior-que-o-estimado/Índice FinanZero de Empréstimos no Brasilhttps://finanzero.com.br/indice-de-emprestimo/Mais um recorde: já somos mais de 18 milhões no Brasilhttps://jornaldiadia.com.br/mais-um-recorde-ja-somos-mais-de-18-milhoes-no-brasil/Nudge: Como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidadehttps://www.amazon.com.br/Nudge-melhores-decis%C3%B5es-dinheiro-felicidade/dp/8547000801Número de empresas de entrega de alimentos cresce quase 80% na pandemiahttps://exame.com/bussola/numero-de-empresas-de-entrega-de-alimentos-cresce-quase-80-na-pandemia/O boom dos MEIs na pandemia: um estudo do Data Nubankhttps://blog.nubank.com.br/data-nubank-boom-dos-meis-na-pandemia/O perfil atual do jovem brasileiro e sua relação com o empreendedorismohttps://gente.globo.com/estudo-o-perfil-atual-do-jovem-brasileiro-e-sua-relacao-com-o-empreendedorismo/Quase 70% das empresas ativas no país são MEI, diz governohttps://canaltech.com.br/empreendedorismo/quase-70-das-empresas-ativas-no-pais-sao-mei-diz-governo-218321/Raio-X do Investidor Brasileiro - Anbima 2022https://www.anbima.com.br/data/files/D2/53/F2/3D/A5AB0810B5890B086B2BA2A8/Relatorio_5_edicao_do_Raio_X_do_Investidor_Brasileiro.pdfEsse artigo foi escrito pela equipe do I-LAB da CI&T.O I-LAB ajuda empresas a identificar oportunidades no mercado para transformar ideias em propostas de valor. Apoiados em metodologias de design e pesquisas, fornecemos uma análise acurada e acionável de consumer insights, comportamentos e tendências de mercado. Através de um modelo de gestão sustentável e dinâmico o I-LAB se conecta às demandas dos clientes junto às unidades de negócio da CI&T através de sua autonomia operacional. Também atua como um agente provocador de inovação nos times de contratos CI&T. A força do laboratório de inovação reside em sua qualidade investigativa, agilidade e capacidade de seleção e apresentação de insights com potencial para de fato mover ponteiros e gerar impacto no business, criando histórias poderosas e cases memoráveis. Yasmin Kamal UX Researcher, CI&T Renata Zilse Borges Head of Design, Executive Manager na CI&T