IA Generativa nas empresas: uma maratona, não um sprint Jul 20, 2023 Nesta corrida sem precedentes, a AI vem impulsionando as corporações a adotarem estratégias transformacionais - negligenciar a velocidade na largada pode resultar em perda de relevância no futuro. Saiba mais
Cibersegurança é o novo foco dos conselhos administrativos Fev 10, 2025 Descubra por que a cibersegurança se tornou prioridade nos conselhos administrativos e como a IA Generativa está transformando a defesa digital. Saiba mais sobre estratégias, compliance e inovação para proteger negócios no cenário digital. Saiba mais
CI&T abre vagas para programa de estágio Out 03, 2022 Pessoas candidatas podem se inscrever até 20 de outubro pelo site Saiba mais
O poder da inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente (CX) Jul 11, 2023 Como parte de um grande volume de tecnologia voltada para o futuro, as ferramentas de IA ajudarão as organizações a dimensionar a criação de conteúdo rapidamente, oferecer personalização de nível superior e trazer engajamento em tempo real para todas as etapas da jornada do cliente. Saiba mais
Mulheres e IA: abrindo caminhos para inclusão e mobilidade social Ago 26, 2025 | min leitura Inteligência ArtificialInclusãoDiversidadeEducaçãoESG By Cinthia Oliveira O campo de oportunidades abertas pela Inteligência Artificial não se restringe às empresas. Um estudo da Bizreport mostrou que, nos Estados Unidos, empregos relacionados à IA oferecem salários 77% mais altos do que a média de outras ocupações. Isso indica que, além dos benefícios já conhecidos para as companhias, a IA também pode se tornar um caminho real de mobilidade social para profissionais. Contudo, essas oportunidades não estão distribuídas de forma igualitária. Historicamente, a representatividade feminina em tecnologia (e em IA, em particular) é baixa, mesmo que as mulheres constituam a maioria da população. Os números sobre esse cenário revelam uma disparidade marcante: no Brasil, segundo o relatório Sense of Data, apenas 23,6% dos profissionais de dados (base para a Inteligência Artificial) são mulheres. Dessas, somente 19% ocupam cargos de liderança. Como explica Cinthia Oliveira, Head de ESG na CI&T, "além das mulheres serem minoria nos cargos relacionados à inteligência artificial, suas ocupações se concentram em cargos mais operacionais e com menos valorização”. Os dados confirmam: no Brasil, 64% dos trabalhadores que treinam a IA são mulheres, atuando em funções como classificação de imagens, transcrição de áudios e revisão de texto, atividades consideradas operacionais e longe dos postos estratégicos ou das remunerações mais altas do setor. Em muitos casos, essas profissionais são mulheres que conciliam trabalho doméstico, maternidade e renda online, frequentemente em situação de vulnerabilidade social, sugerindo que a escolha por essas funções não é uma decisão de carreira, mas uma necessidade de sobrevivência. O valor da inclusão feminina na IA A participação das mulheres no desenvolvimento da Inteligência Artificial não é apenas desejável, é essencial. E essa relevância se sustenta em dois pilares centrais: ético e econômico. Do ponto de vista ético, a IA já influencia decisões que moldam a vida em sociedade: do acesso ao crédito ao atendimento em saúde, da formulação de políticas públicas até os serviços financeiros. Quando essas tecnologias são construídas por equipes pouco diversas, os algoritmos reproduzem preconceitos históricos. Cinthia explica que “na prática, se não temos mulheres desenvolvendo essa tecnologia, estamos excluindo metade da população da tomada de decisão e construção desses modelos”. A presença feminina (e de outras diversidades de raça, classe e identidade) no desenvolvimento da IA é, portanto, uma forma de combater vieses e ampliar a inclusão. O impacto econômico reforça ainda mais essa urgência. Afinal, as mulheres são responsáveis por 70% a 80% das decisões de compra no mundo. Hoje, a IA é usada para desenhar campanhas de marketing e personalizar jornadas de clientes. Se produtos, campanhas e experiências construídos por IA não representam suas realidades, o impacto aparece direto na linha de consumo e, por consequência, nos lucros. “Se eu não me vejo representada, eu não vou escolher comprar aquele produto”, exemplifica Cinthia. A presença de mulheres em cargos de IA, especialmente em posições de liderança e estratégicas, gera transformações positivas tanto em nível micro (empresas), quanto macro (tecnologia, sociedade). Angela Davis ilustra bem essa transformação: quando uma mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela, uma vez que mexer na base da pirâmide social não apenas fortalece quem está lá, mas redesenha todo o topo da pirâmide. As barreiras invisíveis das estruturas excludentes Apesar do potencial transformador da presença feminina na tecnologia, o caminho até lá ainda é cheio de obstáculos. Desde o desestímulo na infância para seguir carreiras em STEM (ciência, tecnologia, engenharias e matemática), até a ausência de referências e mentoras, as mulheres enfrentam um percurso solitário e muitas vezes hostil. A cultura organizacional, marcada por redes de favorecimento entre homens e pelo preconceito de gênero, reforça a sensação de não pertencimento, agravada pela síndrome da impostora que limita a ascensão. Em alguns casos, até mesmo uma oportunidade de crescimento pode vir acompanhada de uma armadilha. O chamado “penhasco de vidro” acontece quando mulheres são colocadas em posição de liderança justamente em momentos de crise, já com altas chances de fracasso. “Quando adicionamos as camadas da interseccionalidade, como mulheres negras, trans ou com deficiência, a hostilidade do ambiente se intensifica”, afirma Cinthia. Potenc.IA: formando mulheres em Inteligência Artificial Diante de tantos obstáculos, o programa Potenc.IA surge como uma resposta concreta e ambiciosa: capacitar 10 mil mulheres em inteligência artificial até março de 2026. Totalmente gratuita e 100% remota, a formação está estruturada em três níveis (iniciante, intermediário e avançado) e não exige nenhum conhecimento técnico prévio das participantes. “O Potênc.IA vai focar no uso estratégico da Inteligência Artificial. Não vamos ensinar apenas programação, mas também como usar o conhecimento técnico para comunicar seus diferenciais profissionais, compartilhar insights e tomar decisões”, finaliza Cinthia. Podem participar pessoas autodeclaradas do gênero feminino (mulheres cis, trans, travestis) e pessoas não-binárias. As interessadas podem se inscrever a partir de 30 de agosto de 2025 no site. Cinthia Oliveira Head de ESG da CI&T 9