Transformação de dentro pra fora - Dia nacional da visibilidade Trans

Diversidade

O que você vai ler aqui:

  • Highlight Diversidade e inclusão
  • Dia Nacional da Visibilidade Trans
  • Pessoas transexuais no mercado de trabalho
  • Primeiros passos para a construção de um ambiente seguro
By

CI&T

Quando uma pessoa se transforma, toda a sua rede a acompanha. Por que com o trabalho seria diferente?

Diversidade e Inclusão

Ainda em desenvolvimento, o tema “diversidade e inclusão” vem ganhando espaço em empresas de todos os tamanhos. Isso porque, de acordo com Ana Paula Fraga, Gerente de Diversidade e Inclusão na CI&T:

Ter um time diverso gera impactos positivos dentro dos ambientes corporativos

Ana Paula Fraga, Gerente de Diversidade e Inclusão na CI&T

Dentre eles, Ana Paula destaca que a diversidade gera inovação, uma vez que profissionais com diferentes formações e histórias de vida, ajudam a enxergar o mundo de diferentes formas, trazendo ideias para novas soluções, produtos e resolução de problemas.

O tema representa um dos pilares da cultura CI&T. Com foco em ter um time cada vez mais diverso, estamos sempre abertos para receber pessoas que fazem parte de grupos minorizados, como: Mulheres, Pessoas com Deficiência, Pessoas Negras e Pessoas da Comunidade LGBTQIA+.

Neste artigo, vamos compartilhar aprendizados e descobertas em busca de uma empresa mais forte, diversa e plural.

Dia Nacional da Visibilidade Trans

Em 29 de janeiro, o Brasil comemora o Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis, data marcada em 2004 pela campanha "Travesti e Respeito" que levou 27 representantes travestis e transexuais ao Congresso Nacional com o objetivo de reivindicar ações, promover a cidadania e o respeito.

O que mudou de lá pra cá

Desde 2004, alguns marcos foram alcançados pela comunidade, como o uso do nome social, que dá o direito às pessoas trans, serem reconhecidas pelo nome com o qual se identificam. A decisão, vinda do Supremo Tribunal Federal, garantiu que a redesignação sexual e alteração do nome junto ao registro civil fossem realizadas sem a necessidade de autorização judicial, realização de cirurgias ou terapias hormonais.

Outra mudança significativa, foi a inclusão das cirurgias de redesignação sexual no SUS. Essa cirurgia é realizada pelas pessoas trans para adequar suas características físicas ao gênero com o qual se identificam. Porém, apesar da conquista, o número de procedimentos realizados ainda é baixo. Dentre outras decisões por parte do Supremo, está a criação de cotas para candidaturas políticas e para ingresso em universidades públicas.

E no mercado de trabalho?

De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra), 90% das pessoas travestis e transsexuais buscam ou já buscaram a prostituição como principal fonte de renda.

Também segundo a Rede Nacional de Pessoas Trans (RedeTrans), 82% das mulheres transexuais abandonaram o ensino médio por falta de apoio dos familiares, o que dificulta ainda mais o ingresso no mercado de trabalho, fazendo com que essa comunidade dependa das iniciativas de empresas privadas para conseguir oportunidades e um ambiente saudável de trabalho para que consigam se desenvolver.

Na CI&T, por exemplo, com o apoio do grupo de afinidade LGBTQIA+, são organizados talks de forma contínua sobre o tema a fim de preparar os times para receber pessoas da comunidade e provocar ações afirmativas. Uma delas aconteceu em 2020, em parceria com a ONG equi, onde foram realizados quatro encontros com transexuais e travestis.

Na oportunidade, as pessoas participantes tiveram aulas de introdução a tecnologia, design thinking, orientação para criar e preencher um perfil no Linkedin, além da conexão com oportunidades de trabalho.

Criando um ambiente seguro

É preciso criar um ambiente seguro para receber e apoiar as pessoas. O Fernando, Software Engineer, passou pelo seu processo de transição de gênero como CI&Ter.
Foi nesse momento que ele se deparou com a dúvida de como seria a recepção do time, dos clientes, a mudança do e-mail, o nome no crachá.

"Quando resolvi contar para a empresa e pro mundo, não sabia o que estava por vir. Porém, a liderança e o time me deram o apoio e a segurança para ser quem eu sou, isso me fez me sentir acolhido. Hoje, tenho orgulho da minha jornada na CI&T, com todas as minhas mudanças profissionais e pessoais", conta Fernando.

E o que pode parecer pouco para algumas pessoas, é muito importante para outras! O Engenheiro de Software contou que, "o momento mais marcante pra mim, foi quando mudaram o meu login e quando chegaram com o melhor presente que eu poderia receber: meu crachá com meu nome social, que escolhi para a vida".

Esse também foi um período de grande aprendizado para a empresa. De acordo com Ana Fraga, “todo o processo foi provocativo para todos os nossos times, em especial para os processos de RH e áreas de suporte. Tivemos que adaptar processos antigos, inserir novas perspectivas e variáveis que nunca tínhamos pensado e ao mesmo tempo buscando garantir um ambiente seguro e uma experiência confortável para todas as nossas pessoas.”

Próximos Passos

Histórias como a do Fernando, ajudaram a refinar o olhar em relação ao tema. Afinal, ao mesmo tempo que ele passava por uma transição, a CI&T se transformou como empresa. 

Banheiro masculino, feminino e sem gênero para tornar o ambiente ainda mais inclusivo e confortável, um curso dedicado ao tema de diversidade e inclusão na CI&T University (iniciativa interna de capacitação das nossas pessoas colaboradoras) e a realização de palestras e conscientização  dos times marcam o começo de uma importante jornada. Além disso, os aprendizados vêm não só com as boas práticas do mercado, mas também com as histórias das nossas pessoas, além de contar com o apoio de ONGs, consultorias e grupos LGBTQIA+. 

Como um todo, a busca por proporcionar experiências cada vez melhores para quem já está com a gente e para quem ainda vai chegar, continua.


CI&T