NAVEGANDO A DIVERSIDADE NA CI&T: UMA JORNADA COM A LIBRAS

Ago 23, 2024 | min leitura
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Leticia Navero

Entrar na CI&T foi a realização de um sonho para mim — eu queria muito trabalhar aqui.

Minha atuação como intérprete começou na infância: tenho familiares surdos, e por isso, minha vida toda sempre foi baseada na Libras (Língua Brasileira de Sinais). Aos sete anos, já interpretava na minha igreja. Assim, o caminho lógico foi me formar na área, e começar a atuar no meio audiovisual, além de eventos e shows.

Cheguei na CI&T em 2016 como intérprete, e ali comecei a me interessar pelo meio de TI — éramos cerca de mil pessoas no time. Até 2020, eu era apenas terceirizada, mas nutria uma vontade imensa de fazer parte do time, o que aconteceu durante a pandemia, quando fui indicada por algumas pessoas para entrar oficialmente para a equipe. Eu era a primeira intérprete contratada da CI&T, e foi a realização de um sonho para mim: eu queria muito trabalhar aqui por ser uma empresa dedicada à diversidade e acessibilidade, além do cenário de tecnologia e inovação.

Na época, o contexto das pessoas surdas na empresa era desafiador, já que estávamos num cenário de adaptação frente ao trabalho remoto. As pessoas usavam legendas (closed captions) para acompanhar os outros nas reuniões, e isso não funcionava bem. Começamos a  trabalhar melhor este elemento de integração e inclusão da equipe quando entrei: como intérprete do audiovisual, a adaptação ao uso de câmera e o cenário com fundo verde já eram familiares para mim. A partir dali, as demandas aumentaram — e muito.

Outro projeto igualmente desafiador e gratificante foi a adaptação do Dojo de Libras, nosso curso que ensina o nível básico da Libras para as pessoas CI&Ters, para o modelo remoto. Como já tinha experiência com o ensino da língua pela minha formação, decidi reformular todo o conteúdo para facilitar essa adaptação, tornando-o mais dinâmico e atualizado. Antes da pandemia, o Dojo era presencial em Campinas, onde fica nossa sede. Em 2021, fizemos a primeira edição remota, que foi um sucesso, atingindo várias pessoas CI&Ters no Brasil. Até hoje, temos um volume alto de inscrições e adesão do público.

"Estar aqui e poder atuar como intérprete é algo que me deixa confortável e me faz sentir em casa. Trabalhamos muito usando não só as mãos, mas há também um aspecto mental e da interpretação. Poder trabalhar de casa é um grande benefício para um intérprete: posso me alongar, tomar um café, e dar uma pausa para ver meu jardim e abraçar meu cachorro, mas também tenho a possibilidade de ir à base, ver as pessoas e trabalhar com elas. Minha saúde e qualidade de vida melhoraram muito."

Leticia Navero, Sign Language Interpreter, CI&T



Hoje, faço parte de uma empresa que prega algo em que acredito: a inclusão da comunidade surda no espaço de tecnologia. Trabalhamos para realizar isso todos os dias, seja por meio de iniciativas informativas que disseminam conhecimento interno e externamente, ou por meio do meu trabalho, o qual é uma ponte entre dois universos — o das pessoas ouvintes, e o das pessoas surdas. Estar na comunidade surda e em sua cultura é onde eu me sinto bem, e aqui na CI&T, consigo ver como meus valores se entrelaçam com os daqui, onde a diversidade nos fortalece.

Venha escrever a sua história aqui na CI&T. Conheça as nossas vagas abertas.


Leticia Navero, Sign Language Interpreter

Leticia Navero

Sign Language Interpreter, CI&T

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