Jan 27, 2023

Branding e Growth: os fundamentos permanecem

Meio & Mensagem

Apesar de ser indiscutível a importância de estabelecer o mindset de Growth, construção de marca continua sendo essencial, escreve Camila Besseler, Executive Marketing Manager - LATAM and Head of Market Intelligence - Global na CI&T, para sua coluna no Meio & Mensagem.

Nos meus mais de 20 anos de carreira nas áreas de publicidade e marketing, vivi muitas fases interessantes. Usei cola em spray para fixar artes em storyboard; acompanhei o atendimento em inúmeras apresentações com o cliente; calculei a centimetragem dos anúncios que estampavam os jornais; planejei as bi-semanas para o calendário de outdoors; fiz campanha interna de vendas usando telegrama; passei fax para comunicar lançamentos de produtos; vivi o advento da mídia indoor (nossa, que inovação na época!). Também vi de perto a explosão dos websites, e-commerce e pop-ups. E cá estou, hoje, na era da presença digital — “se você não existe no digital, você não existe”.

Não é novidade, mas vale relembrar: até poucos anos atrás, as marcas costumavam ditar as regras, definiam as ofertas e empurravam seus produtos para o mercado — o antigo modelo market oriented. Do storyboard para cá, o consumidor ganhou voz e horizontalizou a sua relação com o mercado, agora behavior oriented.

As marcas que rapidamente se adaptaram a essa nova realidade passaram a lançar suas linhas de produtos ou novas ofertas só depois de realizar testes com o consumidor e garantir que seus serviços atendessem a necessidades reais e que suas campanhas, de fato, comunicassem dores ou desejos reais.
A demanda, agora, antecede o produto, e a velocidade de transformação do mercado é surreal. Dia após dia, marcas e empresas aparecem, mudam ou até desaparecem, tudo em um piscar de olhos. Então, para sobreviverem, muitas companhias começaram a centralizar suas energias em uma abordagem que vem se popularizando, cada vez mais, nos últimos tempos, o Growth Hacking — a menina dos olhos do mundo dos negócios.