Como os Dados Transformam Nosso Amanhã: Gui Rangel

Ago 05, 2021 | min read
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Gui Rangel é futurista, pesquisador, startupper, publicitário e consultor. É um apaixonado por tecnologia, inovação, criatividade e desenvolvimento humano. Neste artigo, Gui responde algumas perguntas-chave sobre dados e como eles vêm transformando nosso presente - e moldando nosso futuro.

Dados, um novo tesouro

De acordo com o matemático Clive Humby, os dados são o novo petróleo. Assim como o petróleo, por si só, os dados não têm valor. Esse valor é criado quando esses dados são coletados de maneira acurada e são conectados com outros dados no momento necessário. Mas, diferentemente do petróleo, os dados continuam com o potencial de gerar valor, inúmeras vezes, mesmo depois de utilizados.

Entre as utilizações mais poderosas dos dados, com a finalidade de gerar valor para as organizações e para a sociedade como um todo, estão: produzir conhecimento, medir impacto, aumentar a eficiência de processos e de serviços, ajudar a definir e a validar hipóteses, prever tendências, criar oportunidades de negócio e, talvez, uma das grandes transformações, que a associação do Big Data com a Inteligência Artificial começa a oferecer atualmente: auxiliar no processo decisório das organizações como um advisor.

Dados transformando e impactando

Os dados podem impactar negócios e transformar organizações de diversas maneiras. Entre as principais estão:

1. Ajudar a entender melhor os clientes e o mercado(;)

2. Melhorar a experiência do cliente ou do consumidor(;) 

3. Integrar o próprio Big Data na oferta de valor, entregando produtos e serviços mais inteligentes(;)

4. Aumentar a eficiência das operações e dos processos(;)

5. Tomar decisões mais precisas e acertadas(;)

6. Criar oportunidades de reinvenção dos negócios, com base em insights, gerados a partir da análise de dados.

Se cada um desses itens, separadamente, tem o poder de mudar profundamente as organizações, imagine quando eles estão integrados em um framework que seja capaz de aproveitar ao máximo o seu potencial?

Relação entre dados, tecnologia e pessoas

Os dados são o combustível que a tecnologia utiliza para gerar valor. Um valor crescente para as pessoas.

Desafios do amanhã

Calcula-se que, até 2030, teremos 572 Zettabytes de informações disponíveis, o que significa um aumento de cerca de 10 vezes na quantidade de dados, presentes em 2021 – e essa é uma estimativa conservadora. Para extrair valor desse oceano quase ilimitado de informação, vamos nos tornar, cada vez mais, dependentes de agentes sintéticos – Inteligências Artificiais – para gerenciar processos e para gerar insights às nossas organizações de uma maneira cada vez mais autônoma.

O problema é que esses sistemas, já há algum tempo, estão ultrapassando a nossa capacidade cognitiva, produzindo um impacto crescente na construção da nossa realidade.

Nesse contexto, o nosso maior desafio será desenhar agentes sintéticos, que sejam capazes de explicar tanto os processos por trás das suas análises quanto suas conclusões e insights, para evitar que fiquemos completamente dependentes de sistemas, dos quais conseguimos extrair um valor crescente, mas que somos incapazes de compreender.

Existe uma conexão entre dados e cultura nos negócios?

Não necessariamente. A crescente capacidade de gerar insights e valor, com base na análise de dados, tem o potencial de transformar profundamente a cultura nos negócios, mas, para que isso ocorra, é preciso que as organizações evoluam e mudem tanto os processos dos seus negócios quanto o mindset dos seus colaboradores e, principalmente, da sua liderança.Apesar do imenso potencial, que a utilização profunda e maciça da Inteligência de Dados nos negócios oferece, uma boa parte das organizações ainda enfrenta desafios enormes para integrá-la, de maneira plena, nas suas operações. Essa conexão não ocorre por acaso. Ela tem de ser criada, encorajada, cuidada e celebrada constantemente.

Inspirações e dicas

Que momento fantástico para estar vivo!

Vivemos uma época de transformações extraordinárias, que não tem paralelo na história humana. Não só o surgimento de tecnologias exponenciais, disruptivas está se tornando cada vez mais frequente, mas sua adoção está ocorrendo de uma maneira cada vez mais acelerada. Acompanhar esse processo é uma fonte inesgotável de inspiração. Sentir o pulso dessas mudanças, mapeá-las, entender o seu potencial e usar essas possibilidades, quase ilimitadas, como material para desenhar futuros desejáveis e, mais do que isso, transformar essas visões em ações para torná-las realidade, é o que me faz acordar todo os dias, cheio de vontade de mudar o mundo.

Algumas previsões dizem que os próximos 20 anos proporcionarão mais mudanças para a humanidade do que os últimos 300 anos. Dentro desse contexto, em que o conhecimento e as ferramentas que utilizamos não param de se transformar – e de nos transformar no processo – de uma maneira cada vez mais acelerada, é preciso entender que o iniciante no universo de dados não pode se ver como um produto finalizado, mas como algo em constante mudança, sempre em versão beta. E que, nesse processo, o que se torna cada vez mais importante não é mais o que você sabe ou o quanto você sabe, e sim quais são as perguntas que é capaz de fazer.


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