IA Generativa nas empresas: uma maratona, não um sprint Jul 20, 2023 Nesta corrida sem precedentes, a AI vem impulsionando as corporações a adotarem estratégias transformacionais - negligenciar a velocidade na largada pode resultar em perda de relevância no futuro. Saiba mais
Cibersegurança é o novo foco dos conselhos administrativos Fev 10, 2025 Descubra por que a cibersegurança se tornou prioridade nos conselhos administrativos e como a IA Generativa está transformando a defesa digital. Saiba mais sobre estratégias, compliance e inovação para proteger negócios no cenário digital. Saiba mais
CI&T abre vagas para programa de estágio Out 03, 2022 Pessoas candidatas podem se inscrever até 20 de outubro pelo site Saiba mais
O poder da inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente (CX) Jul 11, 2023 Como parte de um grande volume de tecnologia voltada para o futuro, as ferramentas de IA ajudarão as organizações a dimensionar a criação de conteúdo rapidamente, oferecer personalização de nível superior e trazer engajamento em tempo real para todas as etapas da jornada do cliente. Saiba mais
O desafio da inclusão produtiva de jovens Mai 20, 2022 | min leitura InovaçãoDiversidadeESG By A inclusão produtiva é um tema cada vez mais presente no âmbito internacional e nas ações governamentais e de fundações filantrópicas. Ela busca gerar trabalho e renda de maneira estável e digna para as populações em situação de pobreza ou vulnerabilidade social. A ideia é facilitar a superação de processos crônicos de exclusão social, por meio do empreendedorismo individual ou coletivo e da empregabilidade. O conceito vem na esteira das políticas de ESG em empresas, que incentivam estratégias de inclusão social. “Falar de inclusão produtiva é observar não a crise econômica ou a Covid-19. É observar a estruturação da nossa sociedade.” Felipe Gonzalez, Programme Officer do 1MiO na UNICEF Brasil em entrevista ao CI&T Podcast. Cenário no Brasil Atualmente, o Brasil encontra-se com aproximadamente 50 milhões de pessoas entre 14 e 29 anos, marca que, talvez, nunca seja superada. O desafio do trabalho é só a ponta do iceberg de uma exclusão sistemática. Faz-se necessário pensar uma atuação mais transversal e alinhada às políticas públicas. A desigualdade socioeconômica existente entre essa população é ainda maior do que a da sociedade em geral. “Estamos falando na maior geração de jovens da nossa história, o que representa 23% da população brasileira hoje, aproximadamente 48 milhões de jovens dos 18 aos 24 anos. Se trouxermos esse recorte para dentro dos 14.8 milhões de desempregados no Brasil, 76% desse total é de jovens entre 18 e 24 anos.” Felipe Gonzalez, Programme Officer do 1MiO na UNICEF Brasil em entrevista ao CI&T Podcast. Os dados preocupantes do cenário brasileiro No Brasil, a taxa de desemprego alcançou um patamar histórico com 14,7%, o que equivale a mais de 30 milhões de desempregados. Dentro da população jovem, os dados mostram uma realidade ainda mais desafiadora, com a taxa de desemprego atingindo cerca de 31,4%. Na contramão desses números, o Brasil ficou em 11º entre os trinta países no domínio de Tecnologia da Informação e Comunicação, o que demonstra um grande potencial dessa juventude de se adaptar às mudanças tecnológicas. Apesar disso, a taxa de desemprego entre a população jovem brasileira ainda é bem elevada, e a inclusão digital ainda não é uma realidade no país. “Pensar inovação e tecnologia com foco no impacto social.” Felipe Gonzalez, Programme Officer do 1MiO na UNICEF Brasil em entrevista ao CI&T Podcast. Sair do país Pesquisas mostraram que um em cada quatro jovens gostaria de trabalhar, mas não encontra colocação alguma e, por conseguinte, desiste de procurar emprego. Na área de trabalho e renda, 55% revelam procurar formas de incrementar seu rendimento pessoal ou familiar, o que aumenta a parcela daqueles que já pensaram em parar de estudar, isto é, de dez jovens, quatro admitem ter considerado deixar os estudos. Essa situação levou quase metade da população de jovens, entre 14 e 29 anos, a desejarem sair do país por não enxergar boas perspectivas para o futuro. Portanto, promover mais oportunidades, com educação de qualidade, formação profissional, inclusão digital e acesso ao mundo do trabalho é uma questão urgente. Se a situação no Brasil está assim, o que podemos observar em outros países? Com uma atuação global, nós, da CI&T, procuramos os melhores talentos não importa onde estejam. Contudo, os desafios que encontramos no Brasil, por vezes, estendem-se a outras regiões onde temos operação, como os Estados Unidos. O jovem nos Estados Unidos A Geração Z, nascida entre 1996 e meados dos anos 2000, atingiu a maioridade em meio ao Black Lives Matter, a pandemia de coronavírus e a presidência de Donald Trump. Os mais antigos entre eles se lembram da crise financeira global de 2008 e da Grande Recessão, e sentem os ecos da instabilidade econômica daquela época até os dias de hoje. Eles viram as oportunidades para sua geração desaparecerem e temem ficar em situação pior do que a de seus pais. Estão observando os movimentos trabalhistas e muitos querem se juntar a um movimento, em que as causas sociais façam parte dos valores de seu local de trabalho. Querem estar em um ambiente de trabalho onde se sintam seguros, acolhidos e protegidos e sem a sombra da demissão, pairando sempre no ar. Em 2020, a taxa de desemprego para pessoas entre 16 e 24 anos, nos Estados Unidos, foi de 14,9%. A taxa de desemprego varia com base em vários fatores, como raça, gênero e nível de educação. Ações de inclusão nas Américas A CI&T USA também está comprometida em liderar iniciativas tangíveis para diversificar e promover o patrimônio líquido na indústria de tecnologia. Uma dessas iniciativas, em 2021, foi a parceria com Dream Corps TECH para hospedar cinco estagiários por 12 semanas, criando um canal direto entre esses jovens e as maiores lideranças da empresa, proporcionando um ambiente de muito aprendizado. Dream Corps TECH é um programa nacional nos EUA que cultiva futuros líderes e empreendedores de origens pouco representadas, criando um canal de diversos talentos para romper a cultura do setor de tecnologia. A iniciativa trabalha com parcerias corporativas para fornecer treinamento, orientação profissional, workshops de almoço e aprendizado e treinamento no trabalho para dar experiência prática aos futuros colaboradores.Os feedbacks recebidos sobre o programa foram muito bons, com o destaque para um deles: “Aprendi muito com tanta gente. Não apenas melhorei significativamente em minhas habilidades em TI e Código, mas também minhas habilidades sociais e aprendi a me comunicar efetivamente com pessoas de várias origens.”Outro programa é o 1MiO, da Unicef Brasil. A plataforma desenvolvida pela CI&T conta com empresas privadas, organizações civis e Governos oferecendo oportunidades de formação, capacitação e acesso saudável ao mundo do trabalho à juventude brasileira. De forma similar à uma rede social, jovens podem desenvolver, principalmente suas soft skills, e ter contato direto com oportunidades de trabalho. A plataforma está com um chamado aberto para empresas que queiram disponibilizar oportunidades. Entre as que já estão por lá, inclue-se CI&T, Itaú, Raízen, Magazine Luiza e outras. O papel das empresas na inclusão produtiva Para garantir que a diversidade e a inclusão sejam efetivas na prática, não basta apenas contratar mais pessoas de gênero, raça, idade, religião e tantas outras características diferentes, pois esta é a etapa mais fácil e apenas possibilitará um ambiente mais plural dentro da empresa. A empresa precisa ter senso de comunidade, de acolhimento, ou seja, é preciso que as pessoas contratadas não sejam consideradas apenas mais um número, mais um registro, para cumprir uma lei ou uma quota, mas que se sintam realmente integradas à empresa. É essencial, portanto, que a empresa apresente também uma cultura corporativa que permita a essas pessoas um desenvolvimento profissional e pessoal contínuo. Para driblar a falta de profissionais qualificados e ainda ganhar pontos em imagem e responsabilidade social, muitas empresas têm investido mais em capacitação e atuação nas comunidades. Candidatura à vaga Algumas instituições excluem a possibilidade de candidatura da população jovem ao definirem requisitos que estão fora da realidade da maior parte deles, que não possuem conhecimento do idioma inglês, ensino básico concluído, habilidades digitais ou competências socioemocionais. Vivem em locais periféricos que dificultam o acesso ao local de trabalho, à internet de qualidade e a referenciais sobre carreira profissional. Para que a inclusão produtiva jovem seja efetiva é necessário o engajamento de toda a empresa, mas, sobretudo, do seu RH, no momento da realização do processo seletivo. É imprescindível que o RH garanta não somente o critério de ampliação da diversidade no quadro de colaboradores da empresa, mas também a exclusão de vieses e de preconceitos no processo seletivo, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade. É preciso garantir a inclusão efetiva desse indivíduo por meio de acolhimento e desenvolvimento profissional. Bônus demográfico e suas oportunidades ”O Brasil está "gastando o bônus demográfico dele" sem aproveitar o potencial que isso traz. Não é só uma questão meramente econômica, mas, sobretudo, social.” Paulo Câmara, Chief Digital Officer na CI&T e líder do grupo de ação em Educação. O bônus demográfico nos traz uma perspectiva de desenvolvimento econômico. Ocorre quando há, proporcionalmente, um maior número de pessoas, em idade ativa, aptas a trabalhar. É resultado da redução da taxa de fecundidade (as famílias têm menos filhos) e da diminuição da mortalidade em uma população, o que aumenta a proporção de pessoas em idade de trabalhar (entre 15 e 64 anos) em relação à população dependente, crianças e idosos. Uma força de trabalho extraordinária A ONU indica que o bônus demográfico está ocorrendo atualmente em 59 países e o Brasil está entre eles. De acordo com a organização, a proporção de jovens na população mundial atingiu seu auge. Existem 1,8 bilhão de jovens no mundo, sendo que 87% deles vivem nos países em desenvolvimento. Sob o ponto de vista da economia, um período de bônus demográfico significa que um país tem mais força de trabalho do que pessoas inativas, ou seja, há um excedente de pessoas para produzir e pagar impostos e assim alavancar o crescimento econômico. Uma força trabalhadora que poderia fazer a diferença e servir de combustível para a industrialização e à geração de riquezas. “O desenvolvimento das camadas sociais x modelos de países que tiveram a sua economia em ativo crescimento. A gente enxerga a importância da inclusão produtiva. Nós trabalhamos com a inclusão socioprodutiva, ou seja, a geração de renda pensando o desenvolvimento social também dessa juventude” Felipe Gonzalez, Programme Officer do 1MiO na UNICEF Brasil em entrevista ao CI&T Podcast. Apoio a "juventude potência" O país possui a maior geração de jovens da sua história com competências técnicas e talentos sendo desperdiçados, assim como temos uma grande parte dessa geração que vive às margens de um mercado produtivo sem capacitação ou acesso a melhores condições de empregabilidade. Ambas gerações podem fazer a diferença na economia do país, entretanto, é necessário apoiá-las, e as empresas perceberem que têm um papel muito maior do que serem meramente pagadores de salários e de impostos, podendo atuar, efetivamente, na transformação e na conscientização dos indivíduos e, ainda, beneficiarem-se com toda essa questão. O poder público e as instituições sociais e privadas precisam se conscientizar de seu dever como agentes transformadores, servindo como ponte para a condução ao mercado de trabalho. As empresas que apostam, capacitam e contratam esses jovens, encontrarão, entre os seus colaboradores, profissionais sempre atualizados e familiarizados com as novas tecnologias, com maior tendência a criar senso de pertencimento à cultura da empresa e a “vestir a camiseta”, agregando, desse modo, muito mais valor e construindo uma carreira sólida e em sintonia com os valores de sua empresa. Tudo isso sem falar na responsabilidade social da empresa, evitando que o futuro dessa população jovem fique comprometido, além de colaborar para um país com mais trabalho e menos desigualdade.