4 previsões da CI&T para o setor financeiro em 2024

Jan 16, 2024 | min leitura
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Leandro Duran

Tecnologias disruptivas, movimentos geopolíticos e mudanças ambientais que se acumularam nos últimos anos estão modelando uma nova economia global. Como consequência, mais do que nunca, a pressão por ajustes na gestão de custos e geração de receita serão exigências para o setor financeiro em 2024.

As instituições tradicionais enfrentam o desafio de se adaptar a essa nova era, enquanto as fintechs ganham terreno, moldando um ecossistema cada vez mais dinâmico e interconectado.

Para falar sobre isso, Leandro Duran, Head of Digital Strategy da CI&T, elencou as 4 principais tendências para o próximo ano.

Tecnologias que mudam o jogo

É possível que 2024 seja o ano mais disruptivo das últimas décadas para o setor financeiro. Não porque vão surgir ainda mais tecnologias inovadoras, mas porque o mercado finalmente vai aprender como utilizá-las.

Se 2023 foi o momento de cravar a regulamentação de tecnologias emergentes e testá-las, é em 2024 que o mercado vai ver esses recursos na prática, começando pela eficiência operacional e avançando para a experiência dos usuários em um segundo momento. 

“2024 será o ano das tecnologias emergentes. Elas não são exatamente uma novidade, a exemplo da IA Generativa, open finance, open data e embedded finance, mas sem dúvida é no próximo ano que elas vão ganhar tração”, afirma  Duran. 

Superapps bancários: ecossistemas na palma da mão

Um mercado que vem sendo fonte de inspiração para o setor financeiro é o e-commerce. A influência fica evidente em aplicativos mobile de bancos que passaram a agregar muito mais do que serviços financeiros e caminham para ecossistemas próprios.

Unificando as possibilidades do open finance com atuações segmentadas das fintechs e transações de M&A, mais do que a incorporação de múltiplos serviços, o que veremos são instituições agregando múltiplos nichos em uma única plataforma.

“Hoje vemos bancos oferecerem em seus aplicativos soluções que vão desde cashback até marketplace de lojas parceiras. Isso indica um movimento rumo ao desenvolvimento de superapps no setor”, afirma o especialista.

 “o hype dos tokens passou, a tecnologia está mais madura e agora vai se tornar de massa”

A Tokenização de tudo

A partir do momento em que o Drex entrar em produção, a sociedade poderá experimentar os benefícios da programabilidade do dinheiro de forma popular. 

Da mesada do filho adolescente que só poderá ser utilizada na cantina da escola até a poupança que só poderá ser gasta com a compra do bem previsto (como um carro ou imóvel), passando pela tokenização de bens físicos, como veículos e safras agrícolas: toda a economia será tokenizada. 


Para Duran, “o hype dos tokens passou, a tecnologia está mais madura e agora vai se tornar de massa”, afirma.

ESG no foco das negociações

O meio ambiente está no centro da discussão mundial. Com a intensificação das mudanças climáticas, espera-se que os investimentos priorizem ações de ESG (meio-ambiente, social e de governança) cada vez mais.

“Já existem índices de sustentabilidade na bolsa de valores brasileira e os grandes bancos já fizeram acordos de investir em iniciativas que contemplem ESG. Isso indica que não haverá espaço para greenwashing”, afirma Duran.

Instituições financeiras do Brasil, como mediadoras dessas transações, encontram nisso um cenário promissor, visto que o país é responsável por mais de 1/3 das oportunidades regionais relacionadas a financiamento climático, de acordo com a McKinsey.

Além disso, o crédito de carbono será mais uma oportunidade emergente no mercado financeiro, graças ao marco legal que está em trâmite na Câmara dos Deputados.  

No âmbito social, após a pandemia de Covid-19, a tendência de valorizar o que é local colocou em destaque empresas de atuação regional, tanto pela proximidade de contato com clientes, quanto pela tangibilização do retorno à comunidade proporcionado pela organização. Esse pode ser um dos motivos que fez cooperativas de crédito aumentarem em 28,6% seus ativos em 2022, com espaço para crescer mais ainda em 2024.


Por fim, os múltiplos acontecimentos no Brasil e no mundo abrem muitas outras oportunidades e tendências que merecem ser exploradas com profundidade.  

Na CI&T, com a nossa proposta de valor de Digital Efficiency, capturamos e escalamos o potencial de novas tecnologias, como IA Generativa, blockchain e embedded finance,  acelerada por parcerias estratégicas que guiam nossa jornada.

Transformamos essas possibilidades em valor tangível para nossos clientes, sempre orientadas por nossos valores fundamentais de colaboração, agilidade e inovação, com ganhos reais de produtividade e resultados sólidos.

Para ampliar a visão sobre o assunto, ficam as recomendações de leitura utilizadas como fonte do artigo. 

FONTES:

2024 banking and capital markets outlook. Deloitte, 2023. 

A potência da nova realidade do sistema bancário. CI&T blog, 2023. 

As instituições financeiras da América Latina estão prontas para a sustentabilidade? McKinsey, 2023.

Beyond Crypto: Tokenization. Bank of America Institute, 2023. 

Cooperativas de crédito crescem e operam em mais da metade dos municípios. Banco Central do Brasil, 2023. 

Finding value in generative AI for financial services. MIT Technology Review, 2023.

Global Banking Annual Review 2023: The Great Banking Transition. McKinsey, 2023.

Money, tokens and games: blockchain’s next billion users and trillions in value. Citigroup, 2023.

The big four drivers of the bank revenue of the future. The Finanser, 2023.The 2023 Global Crypto Adoption Index. Chainalysis, 2023.


Leandro Duran

Leandro Duran

Head of Digital Strategy, CI&T