Aplicações de GenAI: Como Grandes Corporações Capturam Eficiência em Escala

Set 18, 2024 | min leitura
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CI&T

Todas as companhias serão impactadas pela Inteligência Artificial. Dependendo do mercado de atuação, algumas sentirão esse impacto mais cedo, outras mais tarde. E um dos maiores desafios contemporâneos das grandes empresas — que, por vezes, levam mais tempo para se adaptar — é estar consciente dessa previsão, entender como seus negócios serão impactados e desenvolver um roadmap estratégico para a transformação.

É por esse motivo que, para Mauro Oliveira, VP Partner da CI&T, planejar essa transformação desde já é crucial. “A pergunta que as lideranças das grandes companhias precisam fazer agora é ‘como eu me transformo em uma empresa AI-first?’”, ele afirma.

Impactos da Gen AI em grandes empresas

Mais do que apenas investir, demonstrar o valor dos investimentos em soluções digitais passou a fazer parte da agenda de desafios das lideranças em tecnologia das empresas de grande porte.

Alguns exemplos de resultados mensurados é a redução do tempo para produção e aumento da qualidade entregada, chegando a 30 e até 40% de redução de investimento necessário em desenvolvimento em instituições de grande complexidade, como companhias do setor financeiro.

Na CI&T essa demonstração de valor foi incorporada ao método de atuação, permeando toda a jornada de parceria com as instituições. Contudo, não se trata de uma jornada simples, e para compreendê-la é preciso considerar as três fases da transformação digital:

Fase 01.

Transformação digital

A partir de 2015, as empresas começaram a se preparar para essa transformação, focando na experiência do cliente, na disponibilidade, na escalabilidade e no retorno sobre o investimento digital. Contudo, essa transição não ocorreu de maneira tão fluida para todas as empresas, e em alguns cenários os investimentos digitais passaram a ser questionados.

Fase 02.

Eficiência digital

Com o retorno sobre os investimentos digitais sendo cada vez mais exigidos, a busca por eficiência passou a ser o foco. Demonstrar o valor dos investimentos tornou-se imperativo.

Fase 03.

Hyper digital

O surgimento da IA Generativa transformou profundamente a engenharia de soluções digitais, elevando a busca por eficiência a novos patamares. Esse processo culminou na atuação chamada Hyper Digital, coroada pela criação do CI&T Flow, uma plataforma com mais de 35 agentes de IA generativa construída em conjunto com 20 das maiores empresas do Brasil.

O posicionamento AI-first da CI&T significa que todas as pessoas utilizam e trabalham com um novo processo, agora mais rápido, com mais qualidade e gerando mais valor para o negócio através de humanos empoderados pela Gen AI. Isso é ser hiper eficiente.

“Aqui no Brasil, 100% dos clientes da CI&T usam de alguma forma nossa plataforma de Inteligência Artificial e todos os nossos times são empoderados por AI”, afirma Mauro.

Como demonstrar o ganho do Hyper Digital?

Para Mauro, a demonstração dos ganhos do Hyper Digital devem ser baseados em números ao longo de toda a cadeia de adoção da Gen AI, ou seja, do processo end-to-end, e não apenas em momentos isolados. Isso inclui todo o caminho composto pelo letramento de lideranças e colaboradores > Planejamento > Roadmap de atuação > Uso dos agentes de Inteligência Artificial.

“A Gen AI está definindo uma nova forma de engenharia digital, de organização dos times, comportamento dos consumidores e dinâmica entre competidores, e o tempo disponível para se preparar para a AI está cada vez mais curto, é uma contagem regressiva. Quem não está montando seu plano agora, já está atrasado.”

Casos de uso CI&T

Em um dos maiores bancos do Brasil, o uso de IA Generativa gerou resultados impressionantes após nove meses usando a solução Hyper Digital da CI&T:

A companhia registrou redução de 25% a 50% do lead time do produto digital e um aumento de 30% na produtividade;

Melhora de 2,5 vezes nos níveis de qualidade dos softwares desenvolvidos com o apoio do CI&T/Flow;

A solução foi aplicada em nove das 30 frentes da instituição, com potencial para ser expandida para as demais áreas do banco e ampliar os resultados obtidos.

Em um outro caso de uso, a CI&T criou para uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo uma plataforma de pré-vendas online para o lançamento de um dos modelos da marca no Brasil, de maneira customizada à demanda e objetivos comerciais da companhia.

Neste caso, a IA Generativa foi usada para gerar eficiência na operação, no suporte aos produtos e sustentação, migração para cloud, qualidade da solução, correção de segurança e vulnerabilidades e aceleração de modernização do legado tecnológico.

Nessas e em outras companhias que trabalham em parceria com a CI&T, Mauro destaca diferenciais culturais que são boas práticas para o sucesso dos projetos:

  • Liderança engajada e que vê a transformação digital como uma urgência, enxergando a IA não como uma tendência passageira, mas como uma prioridade estratégica;
  • Abertura para inovação e colaboração durante todo o processo, criando ambientes onde ideias são trocadas livremente e as equipes podem explorar novas abordagens sem medo de errar.
  • Aprendizado contínuo com times que mantêm uma postura de constante evolução para extrair o máximo da Gen AI.
  • Mindset de segurança através de rigorosos padrões de uso seguro de dados desde o início dos projetos.
  • Demonstrar o valor gerado ao longo da jornada como uma prática que fortalece o alinhamento entre as equipes e garante o apoio contínuo da organização como um todo.

Ao seguir essas boas práticas, as empresas de grande porte podem não apenas adotar a IA com sucesso, mas também escalar seus resultados de forma sustentável e inovadora.


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