Inteligência Artificial, Impacto Social e Tecnologias Digitais para Equidade

Out 23, 2024 | min leitura
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A transformação digital está moldando a sociedade de maneiras profundas e complexas, especialmente no que diz respeito à inclusão social e à equidade. Durante o painel "Inteligência Artificial, Impacto Social e Tecnologias digitais para equidade", moderado por Antonia Moreira, especialistas discutiram como as tecnologias digitais e a inteligência artificial podem ser usadas não apenas para alcançar eficiência, mas também para promover a justiça social. Participaram da discussão Sereno Moreno da Box 1824, Simone Freire do movimento Web Para Todos e Marcelo Marciano da CI&T, cada um trazendo experiências e perspectivas únicas sobre o tema.

O Papel da Tecnologia na Inclusão

Antonia Moreira, ao iniciar a conversa, ressaltou que as empresas devem considerar seu impacto na sociedade "não apenas em termos de lucro, mas também da sua responsabilidade e contrapartida". Nesse contexto, Simone Freire, CEO da Web para Todos, destacou que a acessibilidade digital é um direito previsto em lei e um componente essencial da responsabilidade social. Ela afirmou: "A acessibilidade digital favorece a minha vida e a sua. É um direito que todos devemos ter".

Simone enfatizou que a acessibilidade não diz respeito apenas a pessoas com deficiência, mas a todos. "A acessibilidade digital é para todo mundo, incluindo pessoas idosas e aqueles com baixo letramento", explicou. Ela exemplificou como tecnologias como leitores de tela e transcrições automáticas podem facilitar a inclusão, especialmente para indivíduos com deficiências auditivas ou visuais. "A inteligência artificial, quando usada corretamente, pode abrir um leque absurdo de possibilidades para a inclusão", disse.

Desafios da Inteligência Artificial

A discussão também abordou os desafios que a inteligência artificial representa. Marcelo Marciano, da CI&T, apontou que "a tecnologia e a IA têm o potencial de empoderar, mas também podem gerar exclusão". Ele destacou que muitas vezes, a inteligência artificial é treinada com dados que refletem padrões de desigualdade existentes, perpetuando assim as injustiças sociais. "Se não tivermos cuidado, a IA pode reproduzir os vieses do passado", alertou.

Sereno Moreno, diretor estratégico da Box, complementou essa ideia, afirmando que "é essencial moldar a IA mais rápido do que ela nos molda". Ele enfatizou a necessidade de pactos e compromissos em torno do uso ético da IA, reiterando que as organizações devem ser proativas na identificação e mitigação de riscos associados ao uso dessa tecnologia.

Iniciativas para Promover Equidade

Um dos pontos altos do painel foi a apresentação de iniciativas concretas que buscam promover a equidade social por meio da tecnologia. Simone mencionou o trabalho do movimento Web para Todos, que reúne mais de 30 organizações com o objetivo de garantir que a web seja acessível a todas as pessoas. "Estamos aqui para chacoalhar o mercado e a sociedade, mostrando que a web é para todos e que a acessibilidade digital deve ser uma prioridade", afirmou.

Marciano trouxe à tona a importância de utilizar dados para evidenciar desigualdades e guiar ações corretivas. Ele citou um exemplo de como a CI&T está integrando inteligência artificial para mapear e abordar disparidades salariais e de acesso a oportunidades dentro das organizações. "Precisamos olhar para os dados e entender a realidade que eles nos mostram", disse.

A Necessidade de Colaboração

Um tema recorrente entre os painelistas foi a importância da colaboração entre diferentes setores. Sereno destacou que "nenhum problema pode ser resolvido sozinho". Ele mencionou a necessidade de parcerias entre empresas, organizações não governamentais e a sociedade civil para criar soluções eficazes. "Estamos todos interconectados, e a tecnologia deve ser uma ferramenta que nos una", afirmou.

Simone também enfatizou a necessidade de capacitação, pois a acessibilidade digital deve ser integrada em todos os níveis organizacionais. "A acessibilidade não é apenas uma responsabilidade do departamento de TI; deve ser uma prioridade em todas as áreas", disse.

Conclusão

A palestra "Inteligência Artificial, Impacto Social e Tecnologias digitais para equidade" destacou que, à medida que avançamos na era digital, é fundamental que as tecnologias sejam usadas para promover a inclusão e a equidade. A inteligência artificial e outras inovações digitais têm o potencial de transformar a vida das pessoas, mas isso só será possível se as empresas e organizações se comprometerem a usar essas ferramentas de maneira responsável e ética.

Como enfatizou Antonia, "a tecnologia deve potencializar transformações na nossa sociedade". Portanto, é responsabilidade de todos nós garantir que essa transformação seja positiva e inclusiva. A jornada para a equidade social é longa, mas com colaboração e inovação, é possível construir um futuro mais justo para todos.

Para assistir ao painel na íntegra, acesse a página do ESG Day.

*Esse artigo foi feito em colaboração com Inteligência Artificial habilitada pelo CI&T/FLOW.


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