O futuro híbrido de humanos + AI: como a CI&T enxerga as novas direções de trabalho 

Mai 28, 2025 | min leitura
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Marcos Fernandes

Entre todas as disrupções que a Inteligência Artificial Generativa é capaz de provocar na sociedade, uma das primeiras que já podem ser observadas está na relação das pessoas com o trabalho. 

Um estudo recente da Gartner evidenciou que a IA irá impactar a produtividade dos desenvolvedores e transformará o modo como as equipes trabalham, permitindo maior autonomia e eficiência. 

Coerente com essa tendência global, em 2023 a CI&T iniciou uma virada decisiva em sua trajetória: tornar-se uma empresa AI First. Desde então, a companhia ganhou experiências que agregam aprendizados à discussão de como a sinergia humana com Inteligência Artificial pode gerar valor nas empresas.


Os estágios da mudança impulsionada por Humanos + IA 

A coexistência de humanos e agentes de IA já está redefinindo o trabalho, mas a visão de que essa tecnologia pode ser aplicada apenas em tarefas repetitivas foi superada. Na CI&T, além do ganho de eficiência quase imediato gerado pela automatização de tarefas operacionais, um novo horizonte já demonstra força: o de incorporação de agentes de IA como membros do time. 

De acordo com Marcos Pellini, Diretor Executivo da CI&T, esse avanço representa uma mudança que tem acontecido em duas principais ondas de evolução dos processos, marcando diferentes estágios de maturidade e adoção.

A primeira onda teve foco em acelerar processos existentes através do uso de Inteligência Artificial em tarefas presentes em todas as etapas realizadas pelas equipes. Foi nesse momento que a companhia obteve ganhos rápidos de eficiência em atividades como escrita de histórias, automação de testes e análise de código. 

Já na segunda onda, a empresa repensou processos inteiros, indo além da aceleração de tarefas e redesenhando fluxos completos com o apoio de agentes autônomos. Recentemente, essa lógica evoluiu para uma fase de saltos estruturais, em que etapas inteiras passaram a ser encurtadas por agentes capazes de ir, por exemplo, da fase de design de UI diretamente à geração de código. 

“Como todo o nosso ciclo de desenvolvimento tem ganhos de eficiência com IA, agora chegamos no momento de encontrar as oportunidades para incorporar agentes que permitem acelerar fases inteiras, e não apenas atividades pontuais”, afirma Marcos.

O CI&T Flow teve um papel fundamental na pavimentação desses caminhos. A  plataforma proprietária de IA Generativa da CI&T materializou a mudança de mindset ao permitir o uso seguro e acessível da Inteligência Artificial a todos os times da companhia. 


Humanos powered by IA: mais do que produtividade, uma inteligência coletiva

Ao adentrar na era do profissional powered by AI, onde os humanos têm suas capacidades aprimoradas, e não substituídas, a CI&T se mostra pioneira na disrupção prevista desde o boom da Inteligência Artificial. As principais transformações na relação com o trabalho observadas pela companhia são:

Liberação de capacidade cognitiva para atividades de maior valor

Com a IA assumindo uma parcela relevante das atividades e processos, os profissionais ganham espaço mental para atuar de forma analítica, criativa e estratégica em desafios mais complexos e decisivos. O trabalho com copilotos amplia a capacidade de explorar soluções e refinar ideias em tempo real.

Reconfiguração da topologia dos times e identificação de novos papéis e competências

A forma como as equipes são organizadas também está sendo impactada.  À medida que essa nova forma de trabalho se consolida, emergem novos papéis para a atuação humana e novas habilidades demandadas, como a capacidade de orquestrar agentes de IA, pensamento crítico para promover melhorias contínuas nos processos e ampliação de perfis ainda mais especialistas ou generalistas.

Formação de composições híbridas

Os times passam a ser compostos por humanos e agentes de IA atuando de forma integrada. A IA deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a ser considerada parte ativa do ecossistema de entrega, com valor próprio dentro das operações.

O avanço da interação de humanos + AI é observado também no cenário mundial: dados da Gartner apontam que 55% das empresas que já utilizaram Inteligência Artificial sempre avaliam a possibilidade de aplicá-la em novos projetos. Isso mostra que, uma vez demonstrado seu valor, a IA deixa de ser exceção e passa a ser um caminho padrão para a inovação corporativa.


O impacto da inteligência híbrida nos negócios

A incorporação da IA nos fluxos da CI&T vai além da produtividade e está abrindo novas frentes de valor. Segundo Marcos, projetos que antes poderiam ser financeiramente inviáveis para muitas organizações, como a modernização de sistemas legados, hoje entram na pauta de CIOs graças ao menor risco, menor custo e maior velocidade proporcionados pela atuação com Inteligência Artificial.

Para o futuro, o executivo indica que a identificação de onde está a AI nos processos e onde não está, será cada vez menor. “Em breve a Inteligência Artificial estará em todos os lugares e fazendo parte de todos os processos, por isso vamos deixar de conseguir perceber exatamente onde tem IA e onde não tem”, finaliza. 


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Marcos Fernandes

Head of Technology, CI&T