7 impactos dos sistemas legados no setor financeiro

Set 04, 2024 | min leitura
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CI&T

A transformação digital é um imperativo para o setor financeiro, onde a tecnologia é o motor que impulsiona a competitividade. Entretanto, muitas instituições financeiras ainda se vêem presas a sistemas desenvolvidos há décadas, representando hoje um entrave à agilidade e à inovação.

Esses sistemas, embora sejam pilares de sustentação da operação, limitam a capacidade das empresas de responder rapidamente às demandas do mercado e implementar novas tecnologias.

Abaixo listamos 7 impactos do legado tecnológico em empresas do setor financeiro.

01.


Limitação no atendimento
de necessidades do mercado

A digitalização do setor financeiro no Brasil acelerou a concorrência, especialmente com a entrada de fintechs que, livres da bagagem pesada de sistemas legados, oferecem a seus clientes interfaces digitais mais intuitivas e simples.

Grandes empresas financeiras, por outro lado, enfrentam desafios para acompanhar tendências do setor no lançamento de novos recursos, visto que a infraestrutura legada muitas vezes atrasa o desenvolvimento de novidades para se concentrar na manutenção do código existente. Para estas companhias, a modernização do legado já se tornou uma urgência para evitar a perda de competitividade no mercado.

02.


Aberturas para
vulnerabilidades

A segurança é um tema que não sai da agenda de nenhuma empresa do setor financeiro. No entanto, sistemas legados, muitas vezes desenvolvidos há décadas e sem suporte adequado, abrem portas para vulnerabilidades que são difíceis de identificar e corrigir. 

A falta de atualizações regulares e a complexidade desses sistemas tornam as empresas mais suscetíveis a ataques cibernéticos, o que pode resultar em perdas financeiras significativas e danos irreparáveis à reputação. Investir na modernização tecnológica não só reduz esses riscos, mas também permite a implementação de medidas de segurança mais robustas e adaptadas às ameaças atuais.

03.


Redução de custos e aumento
da eficiência operacional

A modernização dos sistemas legados também traz benefícios econômicos diretos. Sistemas atualizados e eficientes reduzem os custos operacionais, incluindo despesas com manutenção, desenvolvimento e armazenamento de dados. Além disso, a simplificação das operações tecnológicas permite que as empresas agilizem seus processos internos, resultando em mais eficiência e capacidade de resposta às demandas do mercado.

04.


Desafios na atração e retenção
de talentos especializados

A dependência de sistemas legados apresenta outro desafio: a dificuldade em contratar e reter talentos especializados em tecnologias obsoletas.

Em uma pesquisa da McKinsey, 61% dos profissionais de RH entrevistados consideraram que contratar e reter desenvolvedores será o maior desafio que enfrentarão no próximo ano.

Se profissionais de tecnologia no geral já são disputados, especialistas com expertise em sistemas antigos são mais raros ainda, o que aumenta os custos e os prazos para a manutenção desses softwares legados.

05.


Integração
de tecnologias

Muitas empresas do setor financeiro enfrentam a fragmentação tecnológica como resultado da adoção gradual ou da herança de tecnologias a partir de fusões e aquisições. Uma das consequências dessa falta de integração são os silos de informação que dificultam a comunicação entre departamentos e geram ineficiências nos fluxos de trabalho.

Um dos objetivos de uma modernização pode ser a unificação dos sistemas em uma única plataforma, melhorando a coesão organizacional e facilitando a tomada de decisões com dados mais precisos e integrados.

06.


Limitações na adoção de novas tecnologias e regulação

A evolução do setor financeiro no Brasil, impulsionada por iniciativas advindas do Banco Central - como o Open Finance, Pix e Drex - exige que as empresas estejam tecnologicamente preparadas para integrar essas inovações.

Sistemas legados, no entanto, podem dificultar ou até impedir a adoção plena dessas novas tecnologias, limitando as oportunidades de inovação e colocando as empresas em desvantagem competitiva. A modernização permite que essas instituições se alinhem às exigências regulatórias de forma mais eficiente, explorando ao máximo as possibilidades oferecidas pelos recursos emergentes.

07.


Habilitação do uso de Inteligência Artificial Generativa

Ainda falando na adoção de novas tecnologias, investir na modernização de legado proporciona o uso de uma das principais tecnologias responsáveis pela disrupção nos negócios: a Inteligência Artificial Generativa.

Entre outras possibilidades, a Gen AI viabiliza a hiper personalização da jornada do cliente, oferecendo assistência e informações sob medida para cada indivíduo, em vez de abordagens genéricas voltadas para grupos de clientes. Essa abordagem somada às análises preditivas e o histórico de interações, torna as ações de cross e up-selling mais precisas, resultando em um aumento na satisfação do cliente e, consequentemente, na rentabilidade.

A complexidade de um projeto de modernização de legado ainda é um dos maiores entraves para essas iniciativas ganharem prioridade na agenda das companhias. No entanto, com parceiros que detém expertise profissional empoderada pelo uso de AI nos processos, como a CI&T, esse desafio se torna mais seguro e ágil para empresas do setor financeiro que desejam navegar nas oportunidades de um mercado em constante evolução.


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