Implementando o Pix para o Banco PAN

Pouco tempo depois de lançar a sua conta digital, em fevereiro de 2020, o banco cumpriu todas as etapas de testes e lançou o pagamento instantâneo dentro do prazo.

O projeto

O dia 16 de novembro de 2020 ficará para sempre marcado na memória das instituições financeiras. Foi quando um novo sistema de pagamentos começou a operar: à parte do tradicional Sistema Brasileiro de Pagamentos (SPB), o Banco Central do Brasil (BCB) colocou em funcionamento o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), batizado de PIX. O que para a população significou uma maneira mais fácil, mais rápida e sem custo de transferir dinheiro, para as instituições financeiras foi o resultado de um árduo trabalho contra o relógio. 

Pouco tempo depois de lançar a sua conta digital, em fevereiro de 2020, o Banco PAN lidou com o desafio de colocar no ar o PIX. Com um cronograma apertado e prazos rígidos por parte do BCB, o Banco PAN optou por priorizar a implementação do PIX como um de seus principais projetos no ano de 2020.

Parceria

No início de 2020, ficou definido que haveria uma squad dedicada e exclusiva para tocar o PIX, e a Dextra, agora CI&T, foi chamada para compor o time, com 15 especialistas. Além de lançar o sistema na data estipulada, o BCB, ao longo do processo, fez antecipações. 

O Banco PAN participou de todas as entregas, inclusive, das facultativas. Durante o processo de desenvolvimento da plataforma, o cronograma inicialmente previsto foi antecipado, obrigando o PAN e sua squad a se replanejarem e correrem contra o tempo: o BCB determinou  que seria necessário estar com a plataforma pronta para os clientes fazerem o pré-cadastramento das chaves entre 5 de outubro a 3 de novembro, o que não estava previsto . 

Além disso, o PAN acrescentou dois diferenciais ao seu PIX. Quando abre a conta, o cliente encontra imediatamente a possibilidade de cadastrar a chave PIX, diretamente no onboarding. A outra inovação foi a inserção de um atalho no aplicativo móvel, antes de entrar na área ‘logada’, que direciona para o PIX, deixando mais fácil e ágil o acesso e proporcionando ao cliente uma experiência mais fluida.

“O PIX foi um desafio para todos do mercado e um aprendizado único. Temos de lembrar que a TED foi lançada há 20 anos, e não participamos da implementação dessa funcionalidade; agora, o PIX é outro marco dentro do mercado financeiro”, resume Henrique Marise, responsável pelo time de meios de pagamentos do Banco PAN.

Tecnologias utilizadas

Sempre chamamos a CI&T para os nossos desafios. O time deles é muito bom tecnicamente, o que é fundamental, porque, se não tivesse a senioridade adequada, não conseguiríamos entregar o PIX.

Cícero Menezes, superintendente de tecnologia do Banco PAN.

Em desenvolvimentos paralelos ao PIX,  à parte do time digital, foi fundamental para o sucesso do projeto, na visão do superintendente de tecnologia do Banco PAN, Cícero Menezes. “Montamos um calendário dos times de forma que os desenvolvimentos ocorriam em paralelo e iriam se encontrar no meio do caminho. Estipulamos, por exemplo, datas para a junção dos códigos”, conta Menezes. 

Da parte da Dextra (CI&T), os times se dividiram também entre aqueles que desenvolveram as funcionalidades móveis, de front-end e os focados no back-end. No mobile, as APIs foram desenvolvidas para os dois principais sistemas operacionais (SO): Android, do Google, e iOS, da Apple. 
 
No que diz respeito ao front-end, utilizamos plataformas nativas: iOS com a linguagem  Swift e para Android com a linguagem Kotlin. No back-end, linguagem Java em framework Spring, com microsserviços e hospedagem em cloud AWS. 

O back-end se integra à plataforma de sistema de gerenciamento de pagamento instantâneo (GI). “O GI foi sendo desenvolvido conforme nós também desenvolvíamos o back-end. Isso foi um enorme desafio, porque íamos criando pensando no que poderia vir, partindo do princípio de que seria de um determinado jeito. Além disso, o BCB alterava coisas durante o caminho e tínhamos de corrigir a tempo”, conta Érica Turcarelli, Líder de Squad na CI&T.

A escolha da Dextra (CI&T) foi quase natural. O Banco PAN trabalhava com a empresa havia cerca de um ano quando se deparou com a necessidade de incorporar mais um sistema de pagamento à plataforma. A Dextra (CI&T) atendia o banco em demandas, tais como no desenvolvimento de uma das frentes da conta digital. “Sempre chamamos a Dextra (CI&T) para os nossos desafios. O time deles é muito bom tecnicamente, o que é fundamental, porque, se não tivesse a senioridade adequada, não conseguiríamos entregar o PIX”, atesta Menezes. 
 
A maior parte da equipe que desenvolveu o PIX no PAN foi da Dextra (CI&T). “Era um projeto estratégico e complexo. Escolhemos a Dextra devido ao relacionamento de confiança que tínhamos e a Dextra colocou um time de ponta”, diz Marise. “A Dextra super comprou o desafio e tivemos sucesso pelo comprometimento do time”, completa Isabella Romão Faedo, product owner do projeto PIX.


Saiba mais

CI&T adquire Dextra