Da enfermagem à área tech, conheça a história de Mônica Okada

Nov 11, 2022 | min leitura
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Mônica Okada

A minha história é mais uma sobre as reviravoltas da vida, provando que você só alcança a linha de chegada quando ouve seu coração. 

Tudo começou há 14 anos, quando me formei em enfermagem e comecei a trabalhar na área hospitalar. Atuei em diferentes setores, alcancei um cargo de gestão, mas ainda assim tive a sensação de não pertencer àquele lugar, até perceber que eu realmente estava infeliz. 

Fatores como o ambiente estressante, situações pesadas com pacientes, a desvalorização quanto profissional, me desestimularam cada vez mais. Por vezes, estacionava o carro e ficava minutos paralisada pensando se deveria entrar para trabalhar, sensação que eu não desejo a ninguém!

Sentindo que eu não podia mais continuar daquela maneira, em 2017 parei de atuar na área hospitalar e segui para a área da docência, ainda na área da saúde. Dois anos depois, quando assumi a coordenação do curso de Enfermagem, veio a terrível pandemia, e aquela sensação de pânico e tristeza voltaram mais fortes que nunca.

Mônica Okada atuando como enfermeira

As duas perguntas

Busquei ajuda e comecei a fazer sessões de psicoterapia, quando sentada na frente da psicóloga fui colocada em xeque com as seguintes perguntas:

"Você é feliz com o que você faz?" Não!
"Você se vê fazendo isso daqui 5 ou 10 anos?" Definitivamente não!
“Então você precisa mudar!”


Mas como mudar? Começar por onde? Refletindo, percebi que uma das coisas que a enfermagem me possibilitou foi o contato com a finitude da vida, e o quanto ela pode ser breve. Isso me fez valorizar o presente. Não queria correr o risco de passar o restante da minha vida fazendo algo que não me deixava feliz, então eu precisava reagir e fazer a tão temida mudança.

Respira e vai

Comecei a procurar uma outra área que eu me identificasse. Na época, meu noivo estava cursando Análise e Desenvolvimento de Sistemas e me incentivou a pesquisar mais sobre, e adivinhe? Parece que me identifiquei. 

A essa altura do campeonato já estava com 35 anos, começando uma nova faculdade em uma área completamente nova pra mim. Foi quando encontrei uma notícia sobre o Next Gen, no qual me inscrevi de forma despretensiosa (vai que, né?).

Comecei a me preparar e estudar por fora para as etapas do processo seletivo, junto com meu noivo, compartilhando conteúdos, cursos e atividades. Durante as fases do desafio, encontrei um ambiente de muita colaboração e, ao final daquele dia, tive a certeza que era aquilo que queria para a minha vida.

Quando passei para a fase da entrevista, nem preciso dizer que foi incrível, né? No início era um frio na barriga, mas, durante o processo, já me sentia em casa. Que ambiente acolhedor!

Mônica Okada

Me lembro como se fosse hoje, naquele dezembro de 2021, lá estava eu novamente paralisada no estacionamento e chorando, mas agora por um motivo diferente: com um email de aprovação da CI&T, o tão esperado “sim” da minha vida chegou.

Os melindres

Os dias de preparo para o estágio foram dias de ansiedade, muitas coisas passavam pela minha cabeça: “Como vai ser? Será que vou conseguir acompanhar? Será que vão me achar muito velha?”. Não bastassem os meus pensamentos, ainda ouvi de muitas pessoas: “você tem certeza que vai fazer isso?”, “olha a carreira que você já tem”, “não vale a pena mudar agora”, “você não tem mais 18 anos para fazer esse tipo de coisa.” Não foi fácil.

O grande dia chegou, e que surpresa boa, que energia maravilhosa, que ambiente incrível. Me senti muito acolhida e segura, em nenhum momento recebi comentários desestimulantes por conta da minha mudança de carreira, muito pelo contrário, recebi muito apoio.

Depois de ter iniciado o estágio, ainda fui chamada para assumir a vaga de enfermeira através de um concurso público que eu havia realizado há algum tempo atrás, e eu tinha duas opções: assumia o cargo como enfermeira e deixava o estágio, ou continuava com o estágio e deixava o concurso.

A decisão

E o que eu escolhi? Ficar! E não me arrependo dessa escolha. Ainda precisei ouvir de um colega da enfermagem: “Não acredito que você foi chamada e não assumiu o concurso. Isso é loucura, você é louca.” Não, meu nobre colega. Loucura é passar o resto da sua vida fazendo uma coisa que você não gosta!

Hoje eu sinto que estou no lugar certo, com aquele sentimento de pertencimento que eu não tinha, mas que agora sei exatamente como ele é, e te digo uma coisa: é muito bom! Estou fazendo o que eu gosto e celebrando cada pequena conquista. Tudo isso graças a coragem de sair de onde eu estava e buscar novos horizontes. Foi fácil? Não. Mas com certeza valeu a pena!

Meu conselho? Não tenha medo de mudar, não dê ouvidos aos comentários desestimulantes que as pessoas vão fazer, apenas comece. Você vai ver que as surpresas vem de onde você menos espera!


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Monica Okada CI&T

Mônica Okada

Data Developer, CI&T

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